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O processo de construção da nova lota e respetivo departamento administrativo iniciou-se há cerca de sete anos mas o edifício, concluído há três, continua de portas fechadas, obrigando os pescadores a vender o peixe nas lotas de Portimão ou Quarteira.

A obra é da responsabilidade do Instituto Português de Transportes Marítimos (IPTM), organismo que, segundo disse à Lusa o também adjunto do presidente da autarquia, Hélder Sousa, tem agido com “total incompetência” no processo.

Segundo o autarca, as instalações estão já a ficar degradadas por falta de manutenção uma vez que o edifício, situado junto à marina e porto de abrigo da cidade, está “ao abandono”, lamenta.

A entrada em funcionamento da lota de Quarteira também sofreu sucessivos atrasos devido a um impasse entre o IPTM e a Docapesca, entidade que regula a primeira venda de pescado, até ser inaugurada em novembro passado.

“O IPTM disse-nos que estava prevista para 15 de fevereiro a instalação de eletricidade de média tensão [essencial para o funcionamento das máquinas de gelo e câmaras frigoríficas], mas eu já não acredito em nada”, desabafa Hélder Sousa.

Segundo o autarca neste momento não está a ser vendido pescado no porto de Albufeira, onde se encontram registados cerca de 80 pescadores, à exceção de “centenas de quilos” de polvos vendidos de forma direta em contentores “sem condições”.

“Os pescadores são obrigados a pedir uma guia de transporte para vender o peixe nas lotas mais próximas, assumindo eles as despesas”, diz aquele responsável, salientando que a autarquia tem cumprido as suas obrigações no processo.

Outro dos problemas tem a ver com a configuração do porto que, segundo disse à Lusa o presidente da autarquia, Desidério Silva, tem “problemas estruturais”que são sobretudo visíveis devido ao efeito de tempestades ou ondulação forte.

Hélder Sousa diz mesmo que a zona de cargas e descargas de peixe e os postos de amarração para as embarcações dos pescadores também estão degradados devido à ação do mar.

Lusa

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