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A apresentação da marca foi realizada no âmbito do I Congresso de Turismo de Saúde e Bem-Estar, que decorre até sábado na capital algarvia e na quinta-feira contou também com a primeira assembleia-geral da Associação Portuguesa de Turismo de Saúde e Bem-Estar, na qual foi constituída a comissão instaladora desta nova entidade.

Pais Clemente, um dos membros da comissão e responsável pela conceção da marca, explicou à Lusa que a associação foi constituída com o propósito de ser uma estrutura de “âmbito geográfico nacional”, contando para isso na sua comissão instaladora com “pessoas que cobrem todo o território nacional, incluindo Madeira e Açores, e todos os subprodutos do produto turístico Saúde e Bem-Estar”.

Pais Clemente adiantou que se pretende “melhorar o posicionamento do Algarve como destino turístico, de forma a atrair mais turistas para a região”.

Entre os objetivos estão o “aumento dos lucros dos parceiros privados que aderiram” à marca, mas também do emprego, naquela que é a região do país com a maior taxa de desemprego.

O desemprego é, aliás, segundo o responsável, um problema que pode levar a um aumento da criminalidade, o que terá consequências negativas na atratividade do destino turístico.

“Não são só os privados que ganham, porque se os privados ganharem há mais emprego e há muita gente desempregada no Algarve, em situações dramáticas e sem conseguir assegurar a sobrevivência da família com dignidade, que pode vir a ser favorecida. Isto não pode ser só visto como uma forma de dar lucro aos privados, porque o combate ao desemprego é fundamental neste momento”, defendeu.

O responsável entende que a parceria com grupos privados não porá em causa a essência da iniciativa.

“É precisamente em períodos de profunda crise, como esta, que uma iniciativa destas pode provocar significativas diferenças. É mais importante agora, em período de crise, do que em períodos de crescimento económico”, afirmou.

Pais Clemente considerou ainda que “o turismo de saúde e bem-estar é focado esmagadoramente no privado”, mas frisou que “o público tem um papel importante a desempenhar, que é garantir a segurança do destino turístico”.

A promoção da nova marca vai ficar a cargo da Entidade Regional de Turismo e da Associação de Turismo do Algarve, que são as entidades responsáveis pela promoção do turismo do Algarve.

Lusa

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