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Já as anunciadas demolições das habitações em risco na praia ficarão a cargo da natureza, referiu o autarca, lembrando que o mau tempo já "demoliu" algumas nos últimos dois invernos e que não há "dia nem hora marcada" para prever quando acontecerão.

A compra do terreno e o financiamento para a construção do bairro, no valor total de 8,5 milhões de euros, foram hoje acordados entre a autarquia, a Sociedade Polis, a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

A ministra do Ambiente esteve hoje presente na sessão de assinatura dos acordos que estabeleceram o arranque do projeto, na data em que se assinala o Dia da Cidade de Faro, onde referiu que o realojamento daquelas famílias é "prioritário".

"[O Polis] vai continuar porque há planos que estão feitos e é preciso selecionar o que é prioritário", referiu Assunção Cristas aos jornalistas, sublinhando que a segurança de pessoas e bens está "no topo da lista".

O terreno está localizado junto à Ria Formosa e permitirá aos profissionais da pesca manter a sua atividade através de um porto de abrigo que deverá ser erguido do outro lado da ria, a algumas centenas de metros, junto ao Clube Náutico da Praia de Faro.

Assumindo que não será possível erguer o bairro num horizonte inferior a dois ou três anos, Macário Correia frisou que os "filhos da ria" são a prioridade de todo o projeto e que é por isso essencial garantir que possam manter as suas profissões.

O terreno onde deverá nascer o bairro social custa três milhões de euros, suportados pelo Estado (dois milhões) e pela autarquia (um milhão), e inclui zonas verdes e desportivas.

A construção dos 100 fogos de habitação custará 5,5 milhões de euros, repartidos entre a ARH, o IHRU e a autarquia, esta última através de um empréstimo a 25 anos, concluiu o autarca.

Lusa
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