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Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

O médico Joaquim Correia vai chefiar o serviço de neurocirurgia do Centro Hospitalar do Algarve, a partir do dia 01 de julho, anunciou a Administração Regional de Saúde (ARS).

“Com a entrada do novo diretor, pretende-se dar um novo estímulo ao serviço, criando as condições necessárias para implementar uma nova dinâmica e reforçar a motivação da equipa”, justificou a ARS/Algarve numa nota enviada à agência Lusa.

A gestão do serviço de neurocirurgia do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) está a ser assegurada pela médica Alexandra Adams, que no mês de maio passado apresentou a demissão do cargo, alegando “graves problemas naquele serviço, nomeadamente com a falta de médicos anestesistas, o que compromete a realização de cirurgias”.

Na carta em que formalizou a sua demissão, dirigida ao diretor clínico do CHA, Alexandra Adams afirmava que não podia “continuar a gerir um serviço de cirurgia sem tempos operatórios”.

No início deste mês, a diretora em gestão alertou para a paragem iminente do serviço durante o fim de semana prolongado de 10, 11 e 12 de junho, por não ter sido escalada qualquer equipa para assegurar o serviço de urgência de neurocirurgia em Faro.

Alexandra Adams referiu na altura que a “situação se tem agravado, apesar de ser do conhecimento do conselho de administração, da Administração Regional de Saúde e do próprio Ministério da Saúde”.

Depois do alerta, o conselho de administração do CHA e a ARS/Algarve anunciaram que o serviço seria assegurado através de contratação de clínicos.

De acordo com a ARS, no âmbito da reorganização do serviço e com a entrada em funções do novo diretor a partir de dia 01 de julho, “está prevista a abertura de procedimentos concursais para as diversas especialidades médicas, bem como a possibilidade de celebração de contratos individuais de trabalho com médicos que se mostrem interessados em ingressar no Centro Hospitalar do Algarve”.

Segundo a ARS, as várias entidades com responsabilidade na saúde “estão empenhadas em encontrar as soluções para resolver a curto e médio prazo os problemas estruturais com os quais a Região de Saúde do Algarve se tem debatido nos últimos anos”.

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