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Este novo livro, dedicado a Faro, cuja apresentação será feita a partir das 15h nos claustros da Sé daquela cidade, pretende levar ao “conceito exigente em considerar a milenária cidade de Faro (…) à categoria de Cidade Monumental do Algarve”, como explica o autor ao iniciar a obra, na qual se refere ao “conhecimento e à vontade de um notável bispo em reconstituir a cidade de Faro, após o terramoto de 1755”.

Para além de D. Francisco Gomes de Avelar, a publicação dá destaque a muitas outras figuras marcantes que passaram pela capital e que marcaram a história cultural do Algarve. No seguimento daquilo que tem vindo a fazer nas suas últimas colaborações com Folha do Domingo, Teodomiro Neto mergulha no seu trabalho de investigador para se debruçar sobre o Arco da Vila, a Muralha, o Largo da Sé, a Catedral, o Paço Episcopal, o Convento de Nossa Senhora da Assunção (atual Museu Municipal de Faro) e sobre a Porta do Repouso.

O autor aborda ainda, de forma particular, os registos do Algarve cultural do século XX, onde se incluem a fundação de ‘O Heraldo’, periódico do movimento futurista, ou a movimentação de refugiados da Segunda Guerra Mundial que trouxe para Faro figuras como Carlos Porfírio ou Hélène de Beauvoir e que abriu portas as tantas outras que se lhes seguiram.

Teodomiro Neto refere-se igualmente aos neorealistas Assis Esperança, Leão Penedo, Manuel do Nascimento e Vicente Campinas, ao “abalo artístico” que sacudiu a cidade nos anos 50 com o “renascer do teatro” e à poesia de João Lúcio, de Cândido Guerreiro, de Emiliano da Costa ou de António Ramos Rosa. Na música, o historiador destaca nomes como Maria Campina, Alfredo Mascarenhas, Álvaro Cassuto ou Zeca Afonso, no cinema, Armando Miranda e Carlos Porfírio, e no ensino Almeida Carrapato, Gomes Guerreiro, Maurício Monteiro e José Barão.

O último capítulo da publicação, constituída por 104 páginas, é dedicado aos museus da capital algarvia.

Autor de 29 publicações editadas em português e francês, Teodomiro Neto, aproveita ainda para sugerir que se transforme a centenária Tipografia União, da Diocese do Algarve, no Museu da Imprensa Samuel Gacon, impressor no Algarve do primeiro livro em Portugal.

Samuel Mendonça
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