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O padre Alberto Teixeira, de 68 anos, pároco de Fuseta e Moncarapacho até à semana passada, assumiu agora a paroquialidade destas comunidades da serra algarvia em colaboração com o casal mandatado pelo bispo do Algarve, Albino e Cláudia Martins, que viu a sua missão ser alargada agora também às paróquias de Martim Longo e Vaqueiros em sequência da saída das irmãs Franciscanas Missionárias de Maria daquelas comunidades.

D. Manuel Quintas iniciou mesmo a Eucaristia em Cachopo agradecendo ao casal Albino e à Cláudia Martins pela continuidade, considerando-os uma “referência no que diz respeito à organização da paróquia de Cachopo”, a qual servem há quase 21 anos. “Pedi ao Albino e à Cláudia Martins que, como mandatados do bispo e na medida das suas possibilidades, ajudassem e colaborassem de maneira muito direta com o padre Alberto, em Martim Longo e em Vaqueiros, particularmente no âmbito do apoio social”, complementou mais tarde em Martim Longo.

O prelado manifestou ainda ali a intenção de ação de graças a Deus pelos 28 anos de serviço das irmãs franciscanas àquelas comunidades. Manuel Quintas agradeceu o “serviço, dedicação, doação, generosidade e referência” de tantas irmãs que por ali passaram.

Após a leitura da provisão da nomeação do novo pároco, da sua profissão de fé e juramento de fidelidade a Cristo e à Igreja, da entrega simbólica das chaves das igrejas e da assinatura dos autos das tomadas de posse, o bispo do Algarve lembrou que “a primeira missão daqueles que são ordenados é anunciar o Evangelho e proclamar a palavra de Deus que é a própria pessoa de Cristo”. “Começa por aí a missão do pároco e também pelos sacramentos do batismo, da Eucaristia e do perdão”, salientou D. Manuel Quintas, acrescentando que a missão do pároco é “estar à frente da comunidade sem se afastar dela”, sendo “alguém que a orienta e dirige com a sua palavra e testemunho”.

Com base nas leituras da Eucaristia, o bispo diocesano destacou que “ser sentinela é missão de todos os batizados mas sobretudo daqueles que recebem o sacramento da ordem”. “Ser sentinela é alguém que está perfeitamente imbuído da ação de Deus, alguém que procura na sua vida estar constantemente em sintonia com Deus para ser referência de Deus para o povo que é chamado a servir”, complementou.

D. Manuel Quintas sublinhou o “regresso às origens” serranas do padre Alberto Teixeira, natural de Salir, e apresentou-o como um “homem de coração aberto” que “gosta muito de conversar, de estar com as pessoas e de as conhecer”. “É uma pastoral muito importante nos dias de hoje. Gostaria que ele exercesse aqui esse ministério como sabe e que se adequa à vida destas paróquias da serra algarvia”, pediu o prelado, reconhecendo o esforço do sacerdote em assumir e aceitar o novo serviço que lhe é pedido.

Depois da homilia, seguiu-se o renovamento das promessas sacerdotais do novo prior, convidando-o o bispo diocesano a sentar-se na cadeira da presidência para que se lembre da sua missão de presidir àquelas comunidades. A parte mais simbólica das Eucaristias de tomada de posse teve continuidade com a visita aos lugares mais significativos da igreja para o exercício do ministério do novo pároco: o confessionário, a pia batismal e o sacrário.

O novo pároco manifestou louvor a Deus, agradeceu a confiança do bispo, expressou a intenção de colaboração com o casal mandatado e dirigiu-se aos jovens manifestando “como é bom ser sacerdote”. “Vale a pena ser sacerdote para servir o Senhor e transmitir a Boa Nova da salvação”, afirmou o padre Alberto Teixeira.

Em Cachopo, os paroquianos asseguraram a intenção de colaborar naquilo que o pároco entenda. Agradeceram ainda o “trabalho, sabedoria pastoral e serviço” do pároco cessante, o padre Flávio Martins e, ao bispo, a manutenção do casal mandatado, “garante na normal atividade pastoral”, que tem prestado “serviço generoso” àquela paróquia.

O padre Alberto Teixeira substituiu agora os padres Dinis Faísca e Flávio Martins, que vinham assumindo o trabalho daquelas paróquias desde setembro de 2009 juntamente com as comunidades da cidade de Tavira.

Samuel Mendonça
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