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O grupo Sana Hotels vai abrir o seu primeiro resort em Portugal no Algarve, no dia 14, seguindo uma estratégia de expansão que a administração já tinha definido antes de a crise começar e se instalar numa região que, disse à Lusa um alto cargo, “continua a ser um destino preferido e com procura a nível internacional”.

O Epic Sana Algarve está localizado em Albufeira, junto à praia da Falésia, tem cinco estrelas, 160 quartos, 26 suites e 43 apartamentos, representa um investimento de 65 milhões de euros e vai criar cerca de 170 postos de trabalho, segundo o administrador do grupo, Carlos Silva Neves.

Com cinco piscinas, campos desportivos, bares, restaurantes, spa e centro de congressos, o Epic Sana destina-se aos mercados “nacional e internacional” e tem “reservas e procura efetivadas” que deixam os promotores “confiantes nos bons resultados desta unidade”, de acordo com Carlos Silva Neves, para quem a conjuntura económica não é um risco, “mas um desafio para consolidar a marca no mercado”.

Para Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a principal associação empresarial do setor na região, a abertura de novas unidades “resulta de investimentos já decididos e iniciados antes do surgimento da crise, em 2008”, e se fossem travados “acabariam por resultar em prejuízos maiores”.

O Algarve tem nos últimos quatro anos “mantido as taxas de ocupação de um ano para o outro, mas com uma redução das receitas”, e perdeu na última década “três milhões de dormidas, em termos absolutos, assistindo simultaneamente a um aumento da oferta” hoteleira, disse Elidérico Viegas.

“Isto resulta da crise internacional, naturalmente, mas também de uma situação económica interna e de uma perda de competitividade da nossa oferta turística relativamente à concorrência e que tem a ver com questões que os empresários infelizmente não controlam nem dominam”, diagnosticou.

Entre os fatores apontados pelo presidente da AHETA estão a “política fiscal e o aumento de impostos, sobretudo na hotelaria, que se tem revelado como uma das principais armas para a perda de competitividade da oferta”.

A estas questões Elidérico Viegas acrescentou, por exemplo, a liberalização do transporte aéreo e uma gestão de taxas aeroportuárias “demasiado elevadas”, a adesão ao euro e a valorização da moeda europeia em relação à libra e ao dólar ou as estratégias de promoção “desajustadas ou insuficientes”.

“A abertura destes hotéis aparece num período de facto de contraciclo, imposta pelas circunstâncias e por serem investimentos em marcha ou em curso aquando do aparecimento da crise e que resultariam em prejuízos maiores se fossem abandonados e não fossem prosseguidos”, concluiu.

Lusa

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