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Núcleo algarvio da Associação dos Médicos Católicos Portugueses promoveu reflexão sobre a eutanásia

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

O núcleo algarvio da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) promoveu no passado dia 24 de maio, no auditório do hospital de Faro, um colóquio sobre a eutanásia, que constituiu uma abordagem médica e religiosa ao tema.

Com a participação de diversos profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, bem como de outras pessoas, entre as quais o bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, a iniciativa contou com a intervenção de José Mário Martins, médico estomatologista e presidente da Associação da Medicina de Proximidade, de Fátima Teixeira, coordenadora da equipa de apoio em cuidados paliativos do Agrupamento de Centro de Saúde Sotavento, e do cónego Joaquim Nunes, sacerdote algarvio.

Foto © Samuel Mendonça
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No encontro o presidente da Associação da Medicina de Proximidade defendeu que a eutanásia é a “morte farmacologicamente provocada”, considerando, por isso, que o que importa decidir é se se legaliza ou não que alguém possa pedir a outro que lhe administre um fármaco que lhe vai provocar a morte.

A coordenadora da equipa de apoio em cuidados paliativos do Agrupamento de Centro de Saúde Sotavento defendeu que em vez da legalização da eutanásia é preciso investir naquela especialidade médica, lamentando que 80% dos portugueses não tenham cuidados paliativos.

Já o cónego Joaquim Nunes denunciou que na discussão que se tem vindo a fazer sobre a eutanásia se está a tentar convencer a opinião pública da necessidade da legalização, fazendo crer que se trata de “dar a morte” por pretensa “compaixão”.

Foto © Samuel Mendonça
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O presidente do núcleo do Algarve da AMCP regozijou-se com a cultura de proteção da natureza e da vida” existente hoje na sociedade, mas lamentou que o sentimento, muitas vezes, não seja o mesmo em relação ao ser humano. “Protegem-se os animais, as plantas, as dunas, os animais, até os que fazem mal às culturas como os micro-animais também que são infestantes, mas, paradoxalmente, em relação ao homem muitas vezes não há essa proteção”, criticou José Santos Matos, lembrando as “multinacionais interessadas em lucros económicos que obrigam a humanidade a consumir coisas bastante negativas, como produtos alimentares, bebidas e outros, carregados de elementos que fazem mal”.

Segundo aquele médico, “a eutanásia também vem no seguimento desse estado de agressividade ao ser humano, querendo provocar-lhe a morte, não deixando que a pessoa viva a vida que a natureza lhe proporciona com fins que, em princípio, serão economicistas”.

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