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Cristina Lopes disse à agência Lusa ter dado entrada no parque de campismo situado no concelho de Vila Real de Santo António na segunda feira e que na quarta começou a aperceber-se da existência de “um número anormal e muito grande” de melgas e mosquitos, que tornava a permanência no parque difícil.

“Na sexta feira, como não havia melhoras, não aguentámos mais e deixámos o parque, assim como outras pessoas que lá estavam”, afirmou Catarina Lopes, adiantando: “até durante o dia havia melgas e a situação tornou-se complicada sobretudo para quem tem crianças”.

Catarina Lopes sublinhou ainda que o marido tentou adquirir um “stick de repelente numa farmácia de Monte Gordo, mas estava esgotado”, e que o produto “só era eficaz nos primeiros minutos”.

“O meu pai permaneceu no parque de campismo de Monte Gordo e ontem [domingo] a situação ainda continuava”, disse ainda Catarina Lopes.

O parque de campismo de Monte Gordo fica situado junto a uma Mata Nacional e é municipal.

Contactada pela Lusa, a Câmara de Vila Real de Santo António disse estarmos perante “um número de melgas e mosquitos superior ao habitual”, mas garantiu ser “uma situação normal” por haver zonas do sapal de Castro Marim que este ano ainda têm água devido às muitas chuvas registadas no inverno.

“Como o inverno foi muito chuvoso, há zonas do sapal e da Ria Formosa que ainda têm água, o que provocou um aumento do número de mosquitos, sobretudo nos últimos dias da semana passada, devido ao muito calor que se fez sentir”, afirmou o vereador João Rodrigues, que têm o pelouro do Turismo.

Também fonte da Administração Regional de Saúde do Algarve disse à Lusa estar-se perante uma situação “absolutamente normal”, que costuma acontecer quando há muito água, garantindo que “não há risco para a população”.

“Nós não recebemos qualquer informação da parte do delegado de saúde de Vila Real de Santo António. Se houvesse alguma situação problemática para a saúde pública ele tinha comunicado”, sublinhou a fonte.

Lusa

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