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Obras condicionam Praia da D.Ana, em Lagos, até junho

Foto © Luís Forra/Lusa
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A utilização da praia da D. Ana, em Lagos, vai ficar condicionada até 15 de junho, devido aos trabalhos de alimentação artificial de areia e ao saneamento das arribas, assegurou o diretor regional da Agência Portuguesa do Ambiente.

“O enchimento da praia será feito entre o final de maio e o princípio de junho, sendo, contudo, provável, que se prolongue por mais uns dias ou semanas, até que esteja terminado o esporão, uma estrutura de retenção das areias”, disse à Lusa o geólogo Sebastião Teixeira, diretor regional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

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A intervenção, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente e orçada em 1,8 milhões de euros, está prevista desde 1999 no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura/Burgau, e teve início na segunda-feira.

Foto © Luís Forra/Lusa
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Os trabalhos incidem no saneamento para a consolidação das arribas a fim de minimizar os efeitos da erosão e no alargamento do areal em cerca de 25 metros, com a recarga de cerca de 140 mil metros cúbicos de areia.

De acordo com Sebastião Teixeira, a praia “ficará mais segura com cerca de 40 metros de areal, o que levará a que as pessoas fiquem afastadas das zonas de risco de derrocada das falésias”.

“O objetivo é minimizar os riscos para os utentes da praia”, destacou o responsável da APA, sublinhando que “a área de segurança será aumentada seis vezes, o que facilita a utilização e permite afastar as pessoas das arribas”.

Além do enchimento do areal, os trabalhos preveem a construção de um esporão com cerca de 40 metros de extensão, “uma estrutura em pedra, para a retenção lateral, entre a arriba do limite norte da praia da D. Ana e o leixão maior dos Artilheiros”.

“Far-se-á também um arranjo geral da zona e um saneamento das arribas, porque há locais com indícios óbvios de instabilidade e por isso vamos antecipar a derrocada”, frisou.

Para o diretor regional da APA, apesar de ficarem diminuídas as probabilidades de acontecer uma derrocada das arribas, “não há risco zero”.

“As arribas vivem para cair e os desmoronamentos vão acontecer sempre”, alertou.

A praia de D. Ana foi considerada pela revista Condé Nast Traveller como “a praia mais bonita do mundo” e distinguida pelo ‘site’ de viagens TripAdvisor como a “melhor praia de Portugal”.

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