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Obras no Centro Paroquial de Sta. Bárbara de Nexe permitirão acolher mais idosos

© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O Centro Paroquial de Santa Bárbara de Nexe, instituição criada pelo antigo pároco, o falecido padre Júlio Tropa Mendes, irá brevemente realizar obras de alteração e ampliação no lar de idosos.

“Este lar tem 23 anos e já está, em alguns aspetos, desadequado em relação à realidade presente”, refere ao Folha do Domingo a diretora técnica do Centro Paroquial, explicando que o projeto visa, sobretudo, dotar a instituição de condições para que os rácios impostos pela Segurança Social sejam respeitados. “Tínhamos quartos muito pequenos com três pessoas que só poderiam ter uma ou duas no máximo”, concretiza Tânia Viegas.

Atualmente a instituição tem capacidade para acolher 36 utentes na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas e está completa, tendo uma “lista de espera bastante extensa”. “Ficaremos com capacidade para 46 utentes, aos quais serão dadas condições muito diferentes com respeito das áreas exigidas para os quartos, do número de utentes por quarto e com casas de banho adequadas de modo a respeitar as normas”, explica Tânia Viegas.

A obra, aprovada pela Câmara de Faro e pela Segurança Social, foi adjudicada por 140.540 euros, tem prazo de execução de um ano e será suportada pelo Centro Paroquial sem qualquer comparticipação. “Não podemos esperar para nos candidatarmos ao novo Quadro Comunitário de Apoio porque temos prazos a cumprir relacionados com os licenciamentos”, justificou a diretora técnica.

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

Tânia Viegas explica que a instituição dá prioridade a utentes desfavorecidos “a nível económico, social e familiar” daquela freguesia interior do concelho de Faro. “Há muita gente que não tem suporte familiar, são praticamente sem-abrigo e nós devemos acolher em primeiro lugar essas pessoas”, salienta, adiantando existirem três tipos de vagas. “As pessoas que vêm referenciadas pela Segurança Social pagam valores muito baixos ou podem até nem pagar nada”, refere, acrescentando existirem três casos destes naquela instituição que pagam entre 200 a 240 euros mensais, o correspondente a 85% da pensão que auferem.

“Temos 25 casos de pessoas referenciadas por nós que também são comparticipadas pela Segurança Social e os restantes oito são pessoas que não estão ao abrigo de qualquer acordo e cuja mensalidade não ultrapassa o valor de referência (custo médio de utente) que ronda os 940 euros”, acrescentou.

“Este é um lar muito familiar e acho que é isso que nos distingue. As famílias são muito presentes. Temos utentes com apenas um filho que vive no estrangeiro, no entanto comunicam com muita regularidade e visitam-nos pelo menos uma vez por ano, vindo a Portugal de propósito para isso”, testemunha aquela técnica.

Para além desta valência, a instituição –, que tem utentes dos concelhos de Faro, Loulé e São Brás de Alportel e do Alentejo e Lisboa por terem familiares a residir no Algarve –, conta ainda no apoio aos idosos com Centro de Dia, um serviço com quatro utentes e capacidade para 14, que funciona entre as 8h e as 20h. “É um serviço que não é muito procurado por não termos ainda transporte, o que implica que as pessoas venham em transporte próprio ou de familiares”, justifica Tânia Viegas.

O Centro Paroquial tem também a valência de Serviço de Apoio Domiciliário com fornecimento diário da alimentação, higiene diária dos utentes, limpeza semanal da habitação, tratamento semanal de roupa e outros serviços requeridos (como animação, acompanhamento a consultas médicas, idas ao supermercado, entre outros) com 14 utentes e capacidade para 20.

A instituição tem ainda a funcionar as valências infantis, constituídas pela Creche com 53 bebés e capacidade para 66 e pelo Pré-escolar com 56 crianças e capacidade para 75, para além de uma Cantina Social que fornece diariamente 50 refeições a 25 utentes.

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