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Obras no largo da igreja matriz de Portimão para reforçar “acessibilidade pedonal e identidade do centro histórico”

No âmbito da IV Semana da Reabilitação Urbana que decorreu entre os dias 11 e 13 deste mês abril em Portimão, foi dado a conhecer em primeira mão o projeto de reabilitação urbana do Largo da Igreja Matriz de Portimão, cuja área de intervenção situa-se no coração da ARU- Centro Histórico de Portimão e abrange a área de proteção de dois imoveis classificados: a igreja matriz e a muralha de Portimão.

“Este projeto vem, por um lado, reforçar a identidade do centro histórico e, por outro lado, eliminar um conjunto de barreiras físicas atualmente existentes que limitam a acessibilidade pedonal”, realça a Câmara de Portimão, aspetos que a autarquia considera “fundamentais para promover e qualificar a vivência do centro urbano”.

“Prevê-se no âmbito desta intervenção de reabilitação urbana a reorganização do estacionamento automóvel, que passará a ocupar zonas periféricas não adjacentes à igreja, que desta forma não conflituam com a apreciação do monumento, bem como a pedonalização da Rua Bispo Dom António Castelo Branco, cujo acesso automóvel fica condicionado a carga e descargas, veículos de emergência e entidades competentes”, acrescentou a edilidade em comunicado.

“Reconhecendo o valor histórico do património edificado existente, o projeto irá abordar o espaço público na ótica da criação de um espaço contínuo, fluído e unificador e minimalista, tanto a nível material como cromático, que passará pela opção de um pavimento único em pedra calcária, capaz de agregar todo o espaço num chão único e indivisível, apenas quebrado pela marcação do que se julga ser o traçado da muralha tardio-medieval de Vila Nova de Portimão, através da utilização de um pavimento diferenciado, trazendo à superfície a memória deste importante elemento do património classificado”, refere ainda o documento, acrescentando que “os pavimentos dos corredores de circulação pedonal e de toda a envolvente da igreja matriz serão substituídos por novos pavimentos, em paralelepípedos de calcário, que constituirão uma superfície mais regular e mais confortável”.

Serão também “eliminados os passeios, passando o perfil dos arruamentos a constituir dois planos únicos, com a drenagem pluvial a realizar-se para o centro da via enquanto que a circulação automóvel e pedonal passa a funcionar sob o princípio da coexistência que atribui prioridade ao peão”.

Prevê-se ainda a “requalificação das diversas infraestruturas existentes, rede de abastecimento de águas, esgotos domésticos, rede de águas pluviais, iluminação pública, abastecimento elétrico e telecomunicações, que se encontram obsoletas e frequentemente descontextualizadas do valor patrimonial do lugar”.

“Por se situar numa zona de elevada sensibilidade arqueológica, a intervenção terá uma forte componente a este nível, que se traduzirá na execução de escavações arqueológicas prévias – manuais ou mecânicas – nos locais de maior sensibilidade, e de acompanhamento arqueológico permanente de todas as frentes de obra”, explica a Câmara Municipal.

A obra será levada a cabo em parceria com as diferentes entidades que exploram as infraestruras presentes na área e tem um prazo de execução, previsto, de oito meses.

A execução da empreitada tem um custo estimado de 750.000 euros e aguarda aprovação por parte do Programa Operacional CRESC Algarve 2020, que irá financiar 65% deste valor.

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