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Observatório quer ter relatório sobre o incêndio de Monchique concluído dentro de um mês

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O presidente do Observatório Técnico Independente que analisa os incêndios florestais e rurais disse na quarta-feira que espera ter concluído dentro de um mês o relatório sobre o incêndio do ano passado em Monchique.

“Deste relatório, o que vamos tentar fazer é ver quais são as lições que se podem aprender, para melhorar o sistema no futuro”, disse aos jornalistas Francisco Castro Rego, à margem da visita às zonas afetadas pelo fogo em Monchique.

De acordo com o responsável, o observatório “espera ter pronto dentro de um mês” o relatório sobre o incêndio, para que possa ser utilizado na preparação da próxima época de incêndios.

Seis dos dez elementos do Observatório Técnico Independente reuniram-se hoje com o presidente da Câmara de Monchique e iniciaram a avaliação às zonas afetadas pelo incêndio que deflagrou em 03 de agosto do ano passado naquele concelho e que se estendeu, embora com menor intensidade, aos concelhos limítrofes de Portimão e de Silves.

De acordo com Francisco Castro Rego, o trabalho do Observatório, “mais do que encontrar responsáveis por isto ou por aquilo, é tentar perceber em que parte é que o sistema falhou e quais são as áreas em que se pode melhorar para evitar que estas situações aconteçam”.

O responsável evitou falar, para já, em eventuais falhas que possam ter existido na prevenção e no combate ao fogo: “O que aprendemos no passado, com relatórios anteriores, é que as questões de prevenção e de combate não são independentes”.

Francisco Castro Rego acrescentou que esta “é uma das principais lições e que de facto esta dicotomia de retirar dinheiro do combate para meter na prevenção, ou o contrário, é em muitos casos perigosa”.

O concelho de Monchique foi o mais afetado pelo maior incêndio registado em 2018 em Portugal e que durante uma semana não deu tréguas aos bombeiros, consumindo mais de 27 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas.

O fogo, que deflagrou em 03 de agosto, na zona da Perna Negra, em Monchique, alastrou primeiro para o Alentejo, tocando o concelho de Odemira (distrito de Beja), sem grande impacto, e logo depois, com mais violência, para Silves e Portimão.

O incêndio destruiu ao todo 74 casas, 52 das quais elegíveis para receberem apoio do Estado para a sua construção ou recuperação.

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