Pub
© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) anunciou que a ocupação turística na região registou um aumento de 3% em 2014 comparativamente a 2013, perspetivando que o crescimento se mantenha este ano.

De acordo com os dados revelados pela maior associação de hoteleiros do Algarve, o ano turístico de 2014 registou uma taxa de ocupação média por quarto de 57,2%, embora ainda longe das ocupações anteriores a 2008.

“Este aumento [3%] é considerado bastante positivo, sobretudo se considerarmos que, em 2013, já se havia verificado um crescimento de 4,7%”, indicou a AHETA em comunicado.

A associação indicou que, em 2014, o volume de negócios cresceu 5,1% e os resultados líquidos das empresas melhoraram 5,2%, tendo o aumento da procura permitido incrementar em 3% os preços praticados face a 2013.

“Neste contexto, o ano turístico de 2014 deixa antever que, no médio prazo, quatro a cinco anos, será possível alcançar níveis de ocupação e de receitas, indispensáveis para rentabilizar os investimentos e melhorar a rendibilidade das empresas”, destaca a AHETA.

Segundo a associação, o Reino Unido (+3,9%), Portugal (+12,3%) e Espanha (+14%) foram os mercados que mais contribuíram para o aumento, verificando-se descidas na procura nos mercados alemão (-3,5%), holandês (-2,7%) e irlandês (-4,6%).

Em 2014, os estabelecimentos hoteleiros e turísticos classificados oficialmente no Algarve receberam 3,2 milhões de turistas, dos quais cerca de 960 mil turistas nacionais, representando um total de 16,8 milhões de dormidas.

Segundo a AHETA, o crescimento das dormidas, “divulgado por alguns organismos oficiais, não encontra correspondência no aumento das ocupações das unidades hoteleiras e turísticas do Algarve e, muito menos, nos resultados económicos das empresas”.

A associação sublinhou que, para efeitos estatísticos, a oferta classificada oficialmente subiu no último ano mais de quatro mil e quinhentas camas (+4,1%), enquanto nos últimos três anos aumentou cerca de 10 mil camas (+8,9%), “o que justifica o elevado número de dormidas que tem sido anunciado”.

“Os dados estatísticos oficiais são provisórios, sendo sempre, ou quase sempre, corrigidos em baixa, o que aliás já se verifica relativamente a alguns meses do ano de 2014”, destacou.

No ano passado, o segmento do golfe cresceu 4,8%, o mesmo sucedendo com o turismo residencial, “cujas vendas cresceram acima do previsto”.

Entre as principais razões apontadas para as subidas registadas, encontra-se, segundo a AHETA, “a desvalorização do euro face à libra esterlina (-6,6%) e ao dólar (-12%), o que contribuiu para o aumento dos fluxos turísticos do Reino Unido, evitando, simultaneamente, a saída de nacionais.

Para 2015, a associação prevê que os preços aumentem em média 3,1%, esperando uma subida das taxas de ocupação em 2,8% e uma melhoria dos resultados líquidos das empresas de 5%.

Pub