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Recolha de alimentos, roupas, cobertores e até bens para recheio das casas são algumas das campanhas que estão em curso por todo o país, além das contas solidárias abertas e a angariação de fundos. Tudo por uma causa: auxiliar as vítimas da Madeira.

A Cáritas Portuguesa iniciou hoje uma recolha de bens para o recheio das casas destruídas, com o presidente Eugénio Fonseca a advertir que só serão aceites materiais em bom estado de conservação.

A Cáritas também abriu na segunda feira uma conta de solidariedade e só nas primeiras duas horas recolheu mais de dois mil euros.

A PT e a TMN criarem duas linhas de apoio – uma de mensagens escritas e outra para chamadas telefónicas -, cujos donativos vão reverter a favor da Cáritas.

A Galp Energia vai doar ao Governo Regional da Madeira um cêntimo por cada litro de combustível vendidos nos seus postos, numa campanha que vai durar nas próximas duas semanas.

A Bacalhôa – Vinhos de Portugal também vai doar cinco por cento das vendas líquidas dos vinhos "Serras do Azeitão" que forem vendidos na Madeira até ao final de junho.

O Grupo Pestana, com nove unidades hoteleiras na Madeira, está a realizar uma recolha de roupas e cobertores, além de ter organizado brigadas para limpeza das zonas mais afetadas.

Com 18 lojas na Madeira, a Jerónimo Martins vai disponibilizar um milhão de euros para ajudar na reconstrução.

Também a União das Misericórdias Portuguesas lançou m fundo de apoio às vítimas. Paralelamente, a Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde vai doar dois mil euros e promover uma campanha de recolha de verbas.

Por sua vez, o INATEL disponibilizou uma unidade hoteleira com 65 camas e um refeitório com capacidade para servir 100 refeições, em Santo da Serra, Machico, para albergar desalojados.

O Banco Espírito Santo (BES), o Santander Totta, o Banif, o BBVA Portugal, o Millennium BCP e o Barclays foram as instituições privadas a operar no mercado português que, até ao momento, anunciaram a criação de contas solidárias abertas a todos os cidadãos. O BES já avançou com um donativo de 500 mil euros, o Santander Totta de 100 mil euros e o Banif de 50 mil euros.

O Barclays criou igualmente uma conta de apoio ao Realojamento e Cuidados Básicos, cujo valor reverterá para a Assistência Médica Internacional (AMI), Organização Não Governamental que hoje iniciou uma campanha de recolha de fundos para uma missão de emergência na Madeira, disponibilizando, desde já, 50 mil euros para primeiros trabalhos de auxílio.

Os CTT estão desde hoje a aceitar bens essenciais. Para tal basta a qualquer pessoa dirigir-se a uma das 900 Estações de Correios, pedir a caixa solidária gratuita e enchê-la com bens.

Além de estar a avaliar no terreno o envio de especialistas para dar apoio às vitimas, nomeadamente na vertente psicológica na área do stress pós-traumático, os Médicos do Mundo abriram uma conta de emergência na Caixa Geral de Depósitos.

Até quinta feira, a Câmara de Portimão está a promover a recolha de roupas e bens alimentares para entregar às populações mais afetadas.

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais está a recolher donativos para a família do bombeiro municipal que faleceu, assim como para todos os familiares dos bombeiros afetados.

O mundo do espetáculo também se associou ao movimento de solidariedade com a Companhia do Teatro Politeama e Filipe La Féria a anunciar que a receita da sessão das 21:30 do dia 02 de março da "A Gaiola das Loucas" a reverter a favor das vítimas.

O Governo Regional da Madeira manteve hoje o número de 42 mortos relativos ao temporal do passado sábado, reduzindo o número de desaparecidos de 32 para 18 e apontando para 600 pessoas realojadas.

Lusa

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