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Um contingente de 80 agentes cercou o bairro degradado às 18:00 de quarta-feira e durante cerca de uma hora revistou barracas, pessoas e veículos que circulavam no local à procura de armas ilegais, depois de na terça-feira a PSP ter recebido queixas da ocorrência de disparos no local.

Durante o incidente houve um projéctil que entrou numa habitação vizinha, mas sem provocar ferimentos nos residentes.

Em declarações à Agência Lusa, o comissário Jorge Carneiro, do comando distrital de Faro da PSP, revelou que na operação "foi apreendida uma pistola 7,65 milímetros, calibre proibido em Portugal, munições, um machado, um sabre e um cartucho de caçadeira".

"Em termos de resultados na apreensão de armas, a operação não foi muito profícua. Mas foi dada uma reposta de força para trazer também alguma acalmia social à zona", afirmou a mesma fonte.

Segundo o comissário, as informações recolhidas durante a intervenção no bairro degradado, habitado por famílias de etnia cigana e situado em plena cidade de Faro, deixou a PSP "em condições de organizar novas operações, com outro planeamento e estratégia".

Participaram na operação 80 agentes da PSP, entre elementos do corpo de intervenção, equipas de intervenção rápida, patrulhas, núcleo de armas e explosivos e departamentos de investigação criminal e trânsito.

Segundo o comissário, “a operação pode ser incluída na tipologia” das mega-operações anunciadas na sexta-feira pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, durante uma visita ao Algarve.

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