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Segundo informação disponibilizada na página da Autoridade Nacional de Proteção Civil na internet, pelas 22:30 de hoje estavam ainda mobilizados 111 bombeiros, 22 operacionais da Força Especial de Bombeiros e 284 elementos de outros organismos de socorro, apoiados por 75 veículos. No combate às chamas chegaram a estar nos últimos dias mais de 1.100 operacionais (ao início da noite de hoje o número ainda ultrapassava os 700), mais de 200 veículos e 13 meios aéreos.

O fogo, que deflagrou numa zona de mato em Catraia (freguesia de Cachopo), Tavira, às 14:10 de terça-feira, foi dominado às 17:45 de sábado, admitindo a Proteção Civil que os trabalhos de extinção possam levar vários dias.

Hoje, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Tavira estimou que mais de 200 quilómetros quadrados de floresta e cultura arvense tenham ardido (o equivalente a um terço do concelho), repetindo uma previsão feita já na sexta-feira.

"Com base nos dados recolhidos numa primeira análise, estimamos que tenha ardido uma área superior a um terço do total do concelho", disse Jorge Botelho, remetendo para próxima semana "um balanço mais exato".

Segundo autarca, na segunda-feira "será feita uma primeira reunião de avaliação, com os dados que estão a ser recolhidos no terreno", mas "só daqui a dois ou três é haverá uma avaliação mais exaustiva".

De acordo com Jorge Botelho, "a preocupação recai sobre as pessoas que perderam praticamente todos os meios de sobrevivência, nomeadamente a destruição das suas culturas".

Tavira, com nove freguesias, é o terceiro maior concelho do Algarve, com uma área de 611 quilómetros quadrados, com uma população residente de 26.167 habitantes (Censos 2011), estendendo-se da orla marítima para o interior, estruturado em três sub-regiões: litoral, barrocal e serra.

Já o presidente da única junta de São Brás de Alportel, David Gonçalves, calculou hoje que a área ardida no município seja de cerca de 20 a 35 por cento do território concelhio, numa faixa de 30 a 40 quilómetros.

O autarca, que visitou hoje os locais mais atingidos, referiu que a maior preocupação não é os bens que foram perdidos, mas as condições psicológicas das pessoas afetadas.

Segundo David Gonçalves, apenas durante a próxima semana os meios da câmara e da junta deverão reunir-se para avaliar o que foi perdido em termos de bens.

Hoje de manhã, o comandante nacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, recusou hoje avaliar a operação de combate ao incêndio – na sequência de autarcas que apontaram falhas na coordenação – e afirmou apenas que mantinha total confiança no dispositivo.

Lusa

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