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© Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

Um melhor aproveitamento do setor turístico, uma exploração dos recursos naturais mais eficaz e uma administração com mais poder de decisão são linhas orientadoras que a Ordem dos Economistas apresentou ontem para a economia do Algarve.

Estas propostas estão incluídas no estudo “Linhas Orientadoras de Um Modelo Económico Regional”, que foi apresentado na delegação regional do Algarve da Ordem dos Economistas, em Faro, e faz uma análise sobre as potencialidades e os condicionantes que a economia algarvia tem.

“O elevado e persistente desemprego” e “a fragilidade do tecido empresarial”, muito dependentes do turismo e das atividades relacionadas, são os principais condicionantes apontados no estudo, “elaborado por sete pessoas que viveram e trabalharam em lugares de chefia” na região, disse à agência Lusa o presidente da delegação regional da Ordem, Pedro Pimpão.

O responsável pela recém-criada delegação regional do Algarve da Ordem dos Economistas explicou que a ideia de realizar o documento surgiu por se ter constatado que “a região não tem uma visão estratégica da sua economia” e por a “Ordem ter subjacente uma função social” e “considerar importante dar o seu contributo”.

“Achámos por bem criar um documento com propostas de orientação estratégica para a economia do Algarve, que também estivesse disponível antes das eleições legislativas para os partidos também poderem debatê-lo”, afirmou Pedro Pimpão.

A mesma fonte frisou que o estudo tem por base a informação que estava disponível em estudos ou análises estatísticas realizadas por instituições como a Universidade do Algarve, o Turismo do Algarve, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve ou associações empresariais e é “um ponto de partida” para criar uma estratégia global para a economia da região.

O estudo refere como pontos menos positivos a dependência que a região tem do turismo, mas aponta também potencialidades que este setor tem e podem ser exploradas, como um maior aproveitamento e certificação dos produtos regionais, campanhas de promoção em mercados emissores, a aposta no turismo de cruzeiros, no turismo náutico ou no turismo de congressos.

A exploração de recursos endógenos, sobretudo relacionados com a economia do mar, e a incorporação de tecnologia são dois vetores de outra das linhas estratégicas apontadas no estudo e que pode ser concretizada através da criação de condições para a agroindústria, do incentivo da logística para os portos e ou no estudo dos impactos da exploração de recursos no subsolo marítimo.

O documento defende ainda como linha estratégica a criação de uma administração “amiga” do investimento, com os centros de decisão na região, através da “localização das sedes das empresas e grupos empresariais” mediante “fiscalidade e incentivos” e do “aumento das competências das entidades regionais (por desconcentração e descentralização) ”.

As principais dificuldades residem no “desemprego” e na “fragilidade de um tecido empresarial” pouco diversificado e marcado por empresas em nome individual em setores como a Construção, o Comércio por Grosso e a Retalho, o Alojamento e Restauração e as Atividades Imobiliárias, Alugueres e Serviços Prestados às Empresas, também relacionados com o turismo.

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