Pub

O programa festivo, iniciado no passado dia 16 deste mês, teve como ponto alto, na passada sexta-feira, a eucaristia, presidida pelo bispo do Algarve, após a qual foi descerrada uma lápide comemorativa.

D. Manuel Quintas aproveitou o aniversário do lançamento da primeira pedra da igreja para destacar o significado da efeméride, frisando o “sentido simbólico” da Igreja formada pelos cristãos, “pedras vivas do templo do Senhor”. “Nós somos esse templo feito de pedras vivas, pedras que precisam de revelar, em cada tempo e cada lugar, a sua vitalidade. E isso só é possível crescendo na fé”, sustentou.

O prelado considerou aquela celebração “um apelo muito grande” para todos os cristãos numa altura em que se vive a “falta de silêncio”. D. Manuel Quintas desafiou à “coragem de cultivar este silêncio”, “à luz da fé”. “Um silêncio que seja orante, contemplativo, é necessariamente um silêncio profundo. Vivemos num tempo, em que há uma sede muito grande de interioridade, de espiritualidade”, afirmou, lembrando que “nós somos o que formos por dentro”.

O bispo do Algarve recordou ainda que Nossa Senhora, invocada naquele templo sob o título de Nossa Senhora do Carmo, foi “orante e contemplativa e, mesmo quando não entendia, há luz da fé, tudo guardava no seu coração”.

O padre Agostinho Marques de Castro, superior maior da Ordem do Carmo em Portugal, destacou aquela igreja, que “foi querida pelo próprio bispo da altura da diocese, D. António Pereira da Silva”, como um “marco da presença da Ordem” em Portugal e, de modo particular, na Diocese do Algarve. “Esta igreja tem a missão de partilhar, nesta diocese, a espiritualidade própria da Ordem. Ao longo destes 300 anos muitos, pertencendo a esta família carmelita, saborearam nesta igreja o dom da contemplação e muitos entraram nela à procura preencher o vazio interior, à procura de respostas para a sua vida e também por amor à Igreja e, sobretudo, a Nossa Senhora do Carmo”, complementou.

A terminar, o padre Agostinho de Castro desafiou a que aquele templo possa continuar a ser “espaço onde as pessoas saboreiam a beleza da espiritualidade” e o “amor a Maria, Nossa Senhora do Carmo”. “Que a contemplação da beleza desta igreja leve as pessoas a contemplar a beleza de Deus, da oração e dos valores do Carmelo na sua vida. Que aqui se alimente a fé”, concluiu, destacando a “feliz coincidência” daquela efeméride se celebrar quando a Igreja vive o Ano da Fé.

O programa festivo contou ainda com um concerto de música sacra do barítono Rui Baeta, acompanhado pelo organista António Esteireiro, com uma conferência sobre aquela igreja proferida pelo historiador Francisco Lameira e com um concerto do Grupo Coral Ossónoba.

Samuel Mendonça

Pub