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Em declarações à Lusa, o presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro, admitiu hoje que a manutenção de portagens na Via do Infante (A22) e a crise em Portugal e em Espanha poderão condicionar a vinda de motards, razão pela qual o investimento no evento foi também menor este ano.

"A crise em Espanha pode influenciar, mas esperamos pelo menos receber o pessoal da Andaluzia, que fica aqui perto", afirmou, sublinhando que, tradicionalmente, a maioria dos inscritos é espanhola, seguida dos portugueses e dos ingleses, que muitas vezes vêm de avião.

No ano passado o evento teve cerca de 17 mil inscrições, mas a organização esperava mais de 20 mil.

A 32.ª edição do evento terá como novidade o acesso livre à feira e aos bares, que ficarão localizados à entrada do recinto e estarão abertos ao público, explicou José Amaro, lembrando que isso acontecia nos primeiros anos da concentração.

O programa de animação, que dura quatro dias, será garantido pelos Xutos & Pontapés, Os Corvos, as bandas espanholas Lujuria e Saratoga, a banda britânica Saxon e ainda pelo espetáculo "Le Cabaret Rock", da companhia portuguesa Custom Circus.

As inscrições custam 45 euros, com direito a acampamento e senhas de refeição, havendo ainda disponíveis gratuitamente camaratas na sede do Moto Clube, inaugurada há dois anos em Faro, mas cuja lotação é apenas de 16 pessoas.

Os inscritos têm ainda à sua disposição um autocarro gratuito, entre o recinto, situado em Vale de Almas, junto à Praia de Faro, e a cidade, a partir das 11:00 de quinta-feira e até às 08:00 de domingo.

A primeira edição do evento foi em 1982, data em que o Moto Clube de Faro foi constituído legalmente, e teve uma afluência de cerca de 200 motociclistas, lê-se no ‘site’ da organização.

A fama que foi ganhando ano após ano garantiu-lhe a mudança de nome para Concentração Internacional de Motos, em 1991, sendo na altura o único evento nacional deste tipo, incluído no calendário internacional de concentrações da Federação Internacional de Motociclismo.

Desde 1991 que o Moto Clube de Faro se afirma contra os eventos onde os motociclistas exibem as suas habilidades e proibiu exibicionismos perigosos no recinto, numa estratégia de sensibilização para a segurança lançada em 2006, com a campanha “OK zerOKilled – todos vivos”.

Lusa

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