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Em declarações à Lusa, o professor João Vasconcelos, da organização, disse que a iniciativa juntou em Portimão cerca de 100 pessoas, um número aquém do esperado, o que teve a ver com o facto de alguns cidadãos ainda não se terem apercebido da "gravidade" da situação do país.

"O pagamento de um subsídio em duodécimos, a ida aos mercados e o facto de os escalões de IRS ainda não terem sido atualizados acabam por funcionar como ações de propaganda do Governo", referiu.

Segundo o professor, embora estejam indignados, alguns cidadãos "ainda não sentiram no bolso" o verdadeiro peso da crise, o que o faz antever que a próxima primavera "será bastante quente".

"Estou convencido de que as pessoas vão começar a revoltar-se a partir dos próximos meses", disse, acrescentando que vai haver uma tomada de consciência mais generalizada da grave situação financeira do país.

João Vasconcelos acredita que a situação vai agravar-se e apela, por isso, à luta de todos os cidadãos, que considera ser a única forma de "deitar abaixo este Governo e substituí-lo por outro".

Portimão foi a única cidade algarvia onde decorreu a manifestação "Contra o orçamento da fome", que se realizou igualmente em Lisboa e no Porto.
As iniciativas foram organizadas por grupos de cidadãos indignados e revoltados contra o governo e a "troika".

Portimão, a par de Faro e Loulé, deverá ainda integrar a manifestação nacional de 02 de março, que se espera que venha a ter mais mobilização, concluiu João Vasconcelos.

Lusa

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