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Foto © Samuel Mendonça

O padre António Ferreira, membro da comunidade algarvia da congregação do Santíssimo Redentor (redentoristas), completou 50 anos de sacerdócio no dia 15 de agosto deste ano.

O sacerdote, de 74 anos, embora pároco in solidum das paróquias de Santa Maria e São Sebastião de Lagos, da Luz de Lagos, do Barão de São João, do Barão de São Miguel, de Bensafrim e de Budens, está responsabilizado, sobretudo, pelas paróquias de Bensafrim desde 2012 e de São Sebastião de Lagos desde 2015.

O missionário redentorista, natural da freguesia de Pinheiro de Lafões, concelho de Oliveira de Frades, distrito de Viseu, onde nasceu no dia 5 de julho de 1943, reconheceu em entrevista ao Folha do Domingo que entrou com 11 anos no seminário da sua congregação em Vila Nova de Gaia, por influência de um tio seu, também redentorista.

O aniversariante refere, contudo, que na altura não pensava ainda em ser sacerdote. “Fui refletindo e fui-me fazendo à ideia de ser redentorista”, diz, evidenciando que “foi todo um caminho” vocacional aquele que percorreu. “No noviciado é que tomei a decisão final, mas durante todo o percurso no seminário sempre pensei ser redentorista”, conta.

Do Seminário Redentorista de Cristo Rei seguiu com 17 anos para Espanha, primeiro para Nava del Rey, onde realizou o noviciado e depois para Valladolid, onde estudou três anos de filosofia e outros três de teologia, tendo regressado no sexto ano a Portugal para terminar os estudos.

Em 1967 foi então para Lisboa frequentar o Seminário da Luz, ao abrigo da constituição de um instituto de estudos superiores para religiosos. Naquele ano, mesmo antes da ordenação sacerdotal, chegou a trabalhar na construção civil.

Foi ordenado em Fátima no dia 15 de agosto do mesmo ano pelo cardeal patriarca de Lisboa D. Manuel Cerejeira, por ocasião do cinquentenário das aparições. Depois de ordenado continuou o estudo de teologia e realizou o estágio pastoral no instituto que já frequentava.

Em 1969 veio para Lagos, tendo feito parte juntamente com mais dois sacerdotes do primeiro grupo de missionários redentoristas que veio para o Algarve para fundar a comunidade redentorista na diocese. Esteve três anos em Lagos e depois foi chamado para cumprir o serviço militar como capelão. Foi para Lisboa, fez o tempo de preparação na Academia Militar, tendo privado com D. António dos Reis Rodrigues que foi capelão daquela instituição e vigário geral do Ordinarato Castrense.

A chefia militar chamou-o para Angola em dezembro de 1973 e esteve no sul do país com outros missionários redentoristas, responsáveis por várias missões. Nunca esteve na frente da Guerra Colonial porque ela era travada mais para o norte do país.

Regressou a Portugal em agosto de 1975 e foi para a Amadora, responsável de uma comunidade que já era vicariato paroquial na altura: a atual paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Venda Nova. Ali trabalhou durante 36 anos.

Em 2011 foi para Madrid (Espanha) estudar pastoral e quando voltou a Portugal no ano seguinte foi enviado de regresso para o Algarve.

Em jeito de balanço destes 50 anos de sacerdócio, o padre António Ferreira lembra que os dedicou à Igreja e às comunidades onde esteve. “Faço um balanço muito positivo. Hoje, se recomeçasse, seguia o mesmo caminho e faria o mesmo”, assegurou, acrescentando que a vida na missão redentorista tem sido “frutífera”, embora com “alguns aspetos não conseguidos”. “Continuo ao serviço enquanto o Senhor quiser”, concluiu.

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