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Padre Domingos da Costa celebrou 60 anos de entrada na Companhia de Jesus

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre Domingos da Costa, pároco das paróquias da Mexilhoeira Grande e de Nossa Senhora do Amparo de Portimão, celebrou ontem 60 anos de entrada na Companhia de Jesus.

Para assinalar a efeméride, o sacerdote presidiu ontem ao final da tarde à celebração da eucaristia na capela da aldeia de São José de Alcalar que foi precedida por uma receção no salão local.

O aniversariante, de 78 anos, disse na celebração que, tal como não escolheu ter nascido, também não ser cristão ou padre ou jesuíta. “A minha graça foi ter nascido e crescido numa família e numa paróquia profundamente cristã, a quem me sinto hoje imensamente agradecido”, reconheceu.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre Domingos da Costa disse que “o mérito” de ter sido padre foi, sobretudo, da sua família que o “levou ao gosto pelo divino”. “A mim coube-me a responsabilidade de estar atento a sinais que me vieram – soube-o e reconheci-o muito mais tarde – de Deus, através de outros”, afirmou, referindo intermediários como a sua professora da quarta classe ou o capelão do hospital da Misericórdia de Felgueiras.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote prosseguiu, garantindo que também não escolheu a Companhia de Jesus, nem os seus superiores, nem os “irmãos jesuítas” com quem viveu ao longo destes 60 anos. “Foi o Senhor que me levou à Companhia de Jesus, servindo-se de dois rapazes – um deles meu vizinho e outro que morava na mesma freguesia –, um pouco mais velhos do que eu e que andavam na Escola Apostólica dos Jesuítas. Foram eles que fizeram o contacto com o superior de Macieira de Cambra, o padre Abel Guerra que me marcou tremendamente na minha vida, que era o reitor na altura”, contou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre Domingos da Costa disse ainda dever o ser jesuíta à pobreza da sua família, explicando que o Seminário o aceitou mesmo sem que os familiares tivessem recursos para pagar a formação.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Por outro lado, explicou que também não escolheu vir para o Algarve, nem para a Mexilhoeira Grande, manifestando a sua gratidão pelo que viveu durante estes anos. “A minha ação de graças pelo que o Senhor fez em mim, através de outros e pelo que fez em vós, e em tantos outros, possivelmente também através deste pobre servo que sou, tantas vezes inútil”, afirmou.

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“Se eu não tivesse sido adotado por tanta gente, não teria motivos, nem estaria a celebrar os meus 60 anos de jesuíta. O meu muito obrigado a todos aqueles e aquelas que, ao longo destes 60 anos, me adotaram. Que o Senhor a todos recompense pelo bem que me fizeram a mim, à Companhia de Jesus, a esta paróquia e ao seu centro paroquial”, agradeceu na missa concelebrada pelos seus colegas da comunidade jesuíta algarvia e por outros que vieram de fora da diocese.

A celebração da efeméride teve continuidade com um jantar para convidados no salão do Centro Juvenil e também hoje com o aniversariante a presidir à eucaristia dominical na igreja paroquial da Mexilhoeira Grande, seguida de almoço partilhado no salão do lar de idosos.

Natural da aldeia do Rego (Celorico de Basto), onde nasceu a 15 de março de 1940, o padre Domingos de Jesus Monteiro da Costa entrou no noviciado da Companhia de Jesus a 8 de setembro de 1958. De 1969 a 1973 estudou na Alemanha (Frankfurt), tendo sido ordenado em 1972 na Covilhã, com 32 anos.
De 1973 a 1975 estudou Ciências Sociais em Paris. Esteve para ser professor de Filosofia na Faculdade de Filosofia de Braga, mas quando soube que a congregação procurava abrir uma comunidade no Algarve, ofereceu-se.

Tendo rumado ao Algarve em 1975 com o falecido padre Arsénio da Silva, antigo pároco de Nossa Senhora do Amparo de Portimão, esteve para ir trabalhar também naquela cidade do barlavento algarvio. No entanto, poucos dias depois de terem chegado ao sul do país, foi-lhes pedido para tomarem conta da paróquia da Mexilhoeira Grande, desafio que somente o padre Domingos da Costa aceitou e que desde o ano 2013 acumula também com Nossa Senhora do Amparo.

O sacerdote, que foi ainda pároco em Odiáxere de 1978 a 1982, realizou os últimos votos na Companhia de Jesus a 19 de maio de 1986.

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