Igreja do Algarve em festa pela ordenação de novo diácono rumo ao sacerdócio
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Padre Manuel Condeço celebrou 50 anos de sacerdócio

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Foto © Samuel Mendonça

O padre Manuel de Almeida Condeço, de 76 anos, completou 50 de sacerdócio na passada quinta-feira e para assinalar a efeméride foi celebrada na igreja de matriz de Algoz uma eucaristia de ação de graças.

Na celebração, presidida nos ritos iniciais pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas começou precisamente por destacar o motivo de “ação de graças e louvor ao Senhor pelo dom do sacerdócio” concedido ao aniversariante e pelo “serviço” por ele prestado à Igreja algarvia, nos últimos anos às paróquias do Algoz (que inclui a comunidade de Tunes) e da Guia. “Unimo-nos ao Senhor pelo grande dom que o senhor padre Manuel Condeço constitui para toda a Igreja e, concretamente, para a nossa Igreja diocesana”, observou o prelado.

A eucaristia, no dia em que a Igreja celebrava a solenidade de São Pedro e São Paulo, prosseguiu com a oferta das suas comunidades do paramento – casula e estola – com que o sacerdote presidiu ao resto da celebração. “Obrigado a todos. Vou presidir à eucaristia, recordando a vossa generosidade e também todas as vossas intenções”, agradeceu o prior que também no Algarve já foi pároco de Ferragudo, Aljezur, Odeceixe e Pêra e vigário paroquial do vicariato da Pedra Mourinha, em Portimão.

Na homilia, o padre Manuel Condeço, natural da freguesia de Ribafeita, no concelho e diocese de Viseu, destacou que a sua vocação deve-se a Deus. “Ele quis colocar-me neste lugar, chamar-me para ser sacerdote e tudo o que sou devo-o a Ele”, afirmou, evidenciando a “graça do sacerdócio” recebida. “Foi uma graça, tenho dito muitas vezes. Não foi merecimento nenhum meu porque eu era o mais traquina de todos, era o mais rebelde”, afirmou, considerando que “o Senhor, normalmente, escolhe os mais fracos porque é a graça d’Ele que faz tudo”.

Por outro lado, o sacerdote afirmou que Deus o “estabeleceu como «ponte» entre Ele e o seu povo”. “Costumo dizer que sou pequeno e frágil e, muitas vezes, a «tempestade de água» que passa debaixo de mim faz-me abalar, agitar, tremer. Outras vezes, o peso das pessoas que «passam por cima de mim» quase me quebra ao meio. Mas mesmo assim, eu continuo a confiar no Senhor porque quando me sinto fraco então é que sou forte. E sou forte porque Cristo me chamou e me faz ver que por detrás da cruz está a glorificação. E é esta glorificação que eu peço, humildemente, ao Senhor que no fim desta vida me possa dar a mim e a todos aqueles que eu ajudei a crescer na fé ao longo destes 50 anos”, acrescentou.

O sacerdote agradeceu a “todos aqueles que tiveram alguma influência” na sua caminhada, “não apenas nestes 50 anos, mas antes ainda”, desde que entrou no Seminário, até ao dia da ordenação sacerdotal. Referiu-se, de maneira particular, aos pais, já falecidos, e restantes familiares, aos sacerdotes, professores e “companheiros de jornada” que o acompanharam, “quer material, quer espiritualmente”, o “ensinaram a crescer na fé e na obediência a Deus”, quer nos seminários onde estudou, quer depois como professor nas escolas onde lecionou, sem esquecer os funcionários das mesmas. Agradeceu também aos colaboradores das paróquias por onde passou e, de um modo especial, a D. Manuel Quintas e aos colegas no sacerdócio pela “presença amiga e apostólica”.

No final da eucaristia, concelebrada por vários sacerdotes da Igreja algarvia, representantes das três comunidades entregues aos cuidados pastorais do padre Manuel Condeço agradeceram-lhe a ele e a Deus pela sua entrega e serviço.

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