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Iniciativa idêntica já tinha sido tomada, o mês passado, pela Arquidiocese de Braga, sendo que a Igreja do Algarve torna-se assim a segunda diocese a tomar esta decisão.

Para o mesmo fundo, que este ano foi constituído por cerca de 40 mil euros, verba resultante das renúncias quaresmais dos cristãos algarvios entretanto esgotada, convergirão também as renúncias da Quaresma do próximo ano. Recorde-se que este ano aquele fundo, gerido por uma comissão constituída pelo ecónomo da Diocese do Algarve, pelo presidente da Caritas Diocesana do Algarve e por uma técnica de acção social da mesma instituição, foi aplicado no pagamento de rendas de casa, de prestações de créditos bancários para aquisição de casa própria, de mensalidades infantários, de contas de água ou de luz, na aquisição de alguns bens alimentares, entre outras aplicações.

O mesmo órgão consultivo da Igreja algarvia, presidido pelo Bispo do Algarve e que representa os 67 padres da diocese, explica, através do mesmo documento, que esta decisão surgiu também no contexto da análise à estatística que enumera o distrito de Faro como sendo o segundo do país com mais desemprego (12,8%) depois do Porto (13,2%).

O Conselho Presbiteral da Diocese do Algarve refere ainda que a aplicação do Fundo Solidário Social da Conferência Episcopal Portuguesa será gerida no Algarve pelos responsáveis da Caritas Diocesana e da Sociedade de São Vicente de Paulo. “Para este Fundo podem contribuir livremente os fiéis e gente de boa vontade”, acrescenta o comunicado.

Os conselheiros propuseram ainda que o Bispo do Algarve escrevesse uma Nota Pastoral específica sobre o apoio a que as paróquias são chamadas a prestar em tempo de crise e sobre as iniciativas diocesanas tomadas a este respeito. “Todas as comunidades devem ser envolvidas na atenção a quem precisa; as mentalidades devem ser sensibilizadas para a solidariedade e a caridade aproveitando-se as catequeses, as homilias e outros espaços formativos ou celebrativos de encontro para a promoção dos valores da partilha. Todos devem colaborar na procura de respostas para a crise, alertando ou se envolvendo pessoalmente mas sempre marcados pela esperança e por um testemunho de vida credível”, lê-se no documento.

Samuel Mendonça

Comunicado do Conselho Presbiteral da Diocese do Algarve

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