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Palácio Belmarço de Faro vai a hasta pública em 2014

Palacio_belmarco2O Palácio Belmarço, edifício histórico e emblemático da cidade de Faro, deve ser colocado em hasta pública no primeiro trimestre de 2014 pela empresa Estamo, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara Municipal.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, adiantou que o presidente da empresa Estamo o informou que o Palácio Belmarço estava entre um conjunto de imóveis a nível nacional para vender, em hasta pública, no primeiro trimestre de 2014.

Segundo o presidente da Câmara de Faro, o Palácio Belmarço passou para as mãos da empresa Estamo – cuja missão é “apoiar a gestão e valorização do património imobiliário público” –, tendo o Estado permutado com a Câmara de Faro um terreno de 4.180 metros quadrados na Atalaia para prédios de habitação social.

Se o Palácio Belmarço for vendido em hasta pública “não será para o Tribunal [da Relação de Faro]”, alertou Rogério Bacalhau.

O Palácio Belmarço foi adquirido pela Câmara Municipal de Faro a um particular e, em 2007, foi cedido ao Ministério da Justiça com vista à instalação do Tribunal da Relação de Faro.

O objetivo de transformar o Palácio Belmarço num Tribunal da Relação de Faro foi um projeto que “nunca passou do papel”, lamentou o autarca.

“O Tribunal da Relação nunca passou do papel, nunca foi constituído para funcionamento e, portanto, o imóvel ficou sem ocupação nenhuma”, adiantou.

Se aparecer comprador, a Estamo “venderá o imóvel”, acrescentou o presidente da autarquia, referindo que o Estado vendeu à empresa Estamo o Palácio Belmarço por cerca de “700 mil euros”.

Rogério Bacalhau defende que o palácio devia ter a utilização para o qual o negócio foi feito e quer saber o que vai acontecer àquele edifício histórico.

“Gostava de saber e gostava que fosse bom para o concelho de Faro, mas duvido muito”, afirmou.

O Palácio Belmarço, localizado na Baixa de Faro, junto às muralhas, tem dois andares e é complementado por uma espécie de torre. Foi construído para ser a residência de um comerciante rico de nome Belmarço em princípios do século XX.

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