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A iniciativa partiu dos proprietários da casa, que lançaram o desafio para que se desse uma segunda vida ao palacete e assim foi. O primeiro evento no espaço que ainda está a ser limpo e trabalhado ocorreu no final de junho, o segundo, que vai incluir um concerto da banda farense Nome no pátio, vai ter lugar hoje e no sábado, sendo o último em setembro.

“O que nos trouxe até aqui foi a vontade de reabrir este espaço à cidade e também podermos, ao fim e ao cabo, fazermos aqui uma iniciativa que já tínhamos todos na ideia”, disse à Lusa um dos dinamizadores, Davide Alpestana, numa conversa ladeado por três dos outros elementos do grupo, das mais diversas profissões, desde à ação social ao turismo passando pela justiça.

Os elementos do grupo limpam o edifício, organizam os acontecimentos e pagam uma renda para esses fins de semana, sendo essas as contrapartidas dadas aos donos do imóvel.

A primeira vez que abriram as portas ao público foi para mostrar o espaço, dar a conhecer várias empresas que foram albergadas nas muitas divisões do palacete e vender diversas peças de mobiliário da casa, dinheiro que reverte para o pagamento das obras no pátio traseiro, onde vai ocorrer o concerto este fim de semana.

Vanda Balaia recorda que a palavra mais ouvida no dia da abertura “foi mesmo parabéns”, aos quais se seguiam uma pergunta: “E agora, quando é que vai estar novamente aberto?”

Todo o grupo espera que a iniciativa possa servir de exemplo numa cidade com vários edifícios históricos abandonados, com Davide Alpestana a lançar o repto às associações e entidades para que “conjuguem esforços” para efetuar novas experiências do género, que, assegurou o geógrafo, podem ser rentáveis.

“O público-alvo [do primeiro evento] acabou por automaticamente se tornar nos escalões mais elevados, apesar de em torno dos 30 termos tido um bom ‘feedback’. Acima dos 44 anos tivemos imensa procura e interesse e isso significa que as pessoas precisam de coisas novas. Muitas vezes não saem porque não há algo que lhes desperte o interesse”, considerou Davide Alpestana.

O grupo realça que o próximo passo, depois dos eventos que restam, vai ser fazer um balanço da experiência junto com os proprietários para depois decidir o que fazer.

Lusa

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