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Papa abraçou Lucas, a criança curada por intercessão dos Santos Francisco e Jacinta Marto

Foto © André Kosters/Lusa

O papa Francisco abraçou hoje em Fátima a criança brasileira curada por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, canonizados esta manhã na Cova da Iria.

O pequeno Lucas subiu ao altar de mãos dadas com a sua mãe e com a irmã Ângela Coelho, a responsável pelo processo que levou à proclamação dos dois mais jovens videntes de Fátima como santos.

A criança, a sua irmã e os seus pais participaram no cortejo de apresentação dos dons, na missa conclusiva da peregrinação aniversária internacional do 13 de maio que está a decorrer.

Quando tinha cinco anos, Lucas estava a brincar com a irmã Eduarda e caiu de uma janela com 6 metros e meio de altura e, ao bater com a cabeça no chão, fez um “traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral”, lembrou João Batista, pai das crianças, num encontro com jornalistas, esta semana.

Os pais da criança curada por intercessão dos pastorinhos disseram em Fátima que Lucas foi salvo dois dias após as irmãs do Carmelo de Campo Mourão, no Brasil, rezarem a Francisco e Jacinta Marto, e afirmaram “imensa alegria” por ser este o milagre da canonização.

Após ter feito um traumatismo craniano grave, no dia 3 de março de 2013, os prognósticos dos médicos indicavam baixas possibilidades de sobrevivência e, se sobrevivesse, “teria uma recuperação muito demorada ficando certamente com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo”, referiu o pai da criança do Brasil.

Foto © EPA/Maurizio Brambbatti

João Batista disse que Lucas “está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela” e é agora o que “era antes do acidente”, na “sua inteligência, seu caráter, é tudo igual”.

A cura representou a etapa final no processo de canonização de Francisco e Jacinta Marto, que começou há mais de meio século, já após a trasladação dos restos mortais de Francisco e Jacinta Marto para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

A 30 de abril de 1952, D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, procedeu à abertura dos dois processos diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco e de Jacinta, que contou com 140 sessões e 52 testemunhos.

Esta fase diocesana só seria encerrada em 1979, seguindo então para o Vaticano, onde em 1989 o Papa João Paulo II assinou o decreto de heroicidade das virtudes do Francisco e da Jacinta.

As duas crianças, as mais novas dos videntes de Fátima, tornam-se neste 13 de maio os mais jovens santos não-mártires na história da Igreja Católica, 17 anos após a sua beatificação, também na Cova da Iria.

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