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O Papa falava a cerca de 9000 membros de organizações de pastoral social, reunidos na igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, que irromperam em aplausos quando reafirmou a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao aborto.

“As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum”, disse.

A intervenção ganhou relevo num momento em que já que estava para promulgação pelo Presidente da República o diploma sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entretanto promulgado.

O Papa criticou também os “mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto”, elogiando quantos, na Igreja Católica, se empenham em favor de “iniciativas sociais e pastorais (…) que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e a cura das pessoas feridas pelo drama do aborto”. Mais uma vez o seu discurso foi interrompido por uma salva de palmas.

Bento XVI agradeceu o esforço das organizações católicas no campo social, em Portugal, em especial num tempo de crise “sócio-económica” e também “cultural e espiritual”.

O Papa destacou em particular a acção junto dos “pobres, os doentes, os presos, os sós e desamparados, as pessoas com deficiência, as crianças e os idosos, os migrantes, os desempregados e os sujeitos a carências que lhes perturbam a dignidade de pessoas livres”.

Redacção com Ecclesia

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