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Perante cerca de 9000 membros daquelas instituições, reunidos no dia 13 de Maio na igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, Bento XVI deixou uma palavra de estímulo às actividades educativas e caritativas da Igreja, pedindo que as mesmas, unidas a todas as organizações não eclesiais, “sejam completadas com projectos de liberdade que promovam o ser humano, na busca da fraternidade universal”. “Aqui se situa o urgente empenhamento dos cristãos na defesa dos direitos humanos, preocupados com a totalidade da pessoa humana nas suas diversas dimensões”, prosseguiu.

Segundo o Papa, todo este conjunto de iniciativas “constituem juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor”.

Bento XVI apelou ao reforço da “identidade” católica das identidades sociais da Igreja, deixando apelos a uma “maior autonomia e independência da política e das ideologias”. Não obstante, pediu que as organizações católicas desenvolvam o seu trabalho “em cooperação com organismos do Estado, para atingir fins comuns”.

No seu discurso no mesmo dia aos Bispos portugueses o Papa deixou votos de que os responsáveis pelas Dioceses do nosso país consigam revigorar “sentimentos de misericórdia e compaixão capazes de corresponder às situações de graves carências sociais”. "Criem-se e aperfeiçoem-se as organizações existentes, com criatividade para corresponder a todas as pobrezas, mesmo a de falta de sentido da vida e de ausência de esperança", pediu.

Redacção com Ecclesia

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