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Papa regressou ao Vaticano

Foto © EPA/Paulo Cunha

O papa Francisco partiu este sábado à tarde rumo ao Vaticano, depois de dois dias de visita ao Santuário de Fátima, onde presidiu às cerimónias dos cem anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

O avião Airbus 320 da TAP que transportou o papa argentino, batizado com o nome ‘Grão Vasco’, levantou voo do solo português, na Base Aérea de Monte Real, às 15h53, depois das últimas cerimónias protocolares, que decorreram com a presença de muitas pessoas, de muitos peregrinos que acorreram à entrada da Base Aérea n.º 5.

À chegada ao local, Francisco foi saudado pelos presentes e recebeu flores de várias crianças que o aguardavam no local.

Depois disso, o automóvel que levava o papa seguiu em marcha lenta, com Francisco a acenar para as pessoas, também para os militares e funcionários da Base Aérea de Monte Real.

Já a pé, acompanhado pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo núncio apostólico (representante da Santa Sé) em Portugal, D. Rino Passigato, Francisco despediu-se das altas patentes militares, do Governo e das forças de segurança que acompanharam a sua visita, e também de vários bispos católicos portugueses.

O papa subiu por fim ao avião, onde no topo das escadas lançou uma última bênção antes de entrar a bordo, tendo em fundo as saudações e manifestações de alegria de todas as pessoas presentes.

A porta do avião fechou às 15h35 e o avião Airbus 320 da TAP seguiu rumo ao Vaticano, ao Aeroporto de Roma/Ciampino, onde chegou, pelas 19h20 locais

Na viagem de regresso Francisco explicou que enquanto esteve em Fátima recordou um 13 de maio especial, quando recebeu a sua nomeação como bispo, em Buenos Aires.

“Não tinha pensado na coincidência, apenas ontem (sexta-feira), enquanto rezava diante de Nossa Senhora, me lembrei de que a 13 de maio recebi esse telefonema do núncio, há 25 anos”, referiu, na conferência de imprensa durante o voo que partiu de Monte Real, Concelho de Leiria.

Francisco explicou o que pensou durante os oito minutos que passou, em silêncio, diante da imagem da Capelinha das Aparições, na tarde de sexta-feira.

“Falei um pouco com Nossa Senhora sobre isto, pedi desculpa pelos meus erros, também algum mau gosto para escolher pessoas. Mas ontem lembrei-me disso [nomeação episcopal]”, confessou.

Questionado sobre a relevância de Fátima nos dias de hoje, Francisco sublinhou que esta “tem certamente uma mensagem de paz, levada à humanidade por três grandes comunicadores”, os pastorinhos.

O papa observou que, quando se programou a viagem a Portugal, a canonização de Francisco e Jacinta “não estava programada, porque o processo do milagre estava em andamento”, mas de repente as perícias “foram todas positivas e acelerou-se”.

“Para mim foi uma felicidade muito grande”, admitiu.
Francisco disse ainda que a oração que proferiu na capelinha das Aparições, ao chegar à Cova da Iria, chegou do Santuário de Fátima, tendo o próprio Francisco procurado saber a que se referia a imagem do “bispo vestido de branco”, ligada à terceira parte do segredo.

“Há uma ligação ao branco: o bispo de branco, a Senhora de branco, a alvura branca da inocência das crianças após o Batismo”, explicou.

Segundo o papa, esta ligação à cor branca evoca “o desejo de inocência, de paz, de inocência, de não fazer ao mal aos outros, não fazer guerra. Isto é a paz”.

Já em relação ao segredo de Fátima, Francisco disse que o cardeal Joseph Ratzinger, na altura prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé”, hoje papa emérito Bento XVI, “explicou tudo claramente”, numa alusão ao comentário teológico de 2000.

com Ecclesia

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