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“Desejo encorajar não só os católicos, mas todos os homens de boa vontade, em particular os que têm responsabilidades na administração pública e nas diversas instituições, a empenharem-se na construção de um futuro digno do homem, redescobrindo na caridade a força propulsora para um autêntico desenvolvimento e para a realização de uma sociedade mais justa e fraterna”, indicou.

Recordando a celebração do Ano Europeu contra a pobreza, ao longo de 2010, o Papa lembrou que “a Igreja preside à caridade desde os primeiros tempos do cristianismo”. Esta visita soma-se à realizada, há algumas semanas, à cantina da Comunidade de Santo Egídio, na capital italiana.

A Cáritas de Roma oferece cuidados e alimentação aos pobres e sem-abrigo que vivem nos arredores daquele que é considerado o maior terminal ferroviário da Europa. Esta é uma estrutura criada há 23 anos, inicialmente como albergue nocturno para sem-abrigo, a que entretanto se foram juntando outros serviços como uma cantina e um centro de saúde.

Evocando o serviço ali desenvolvido por tantos voluntários, Bento XVI sublinhou que estes põem assim em prática as palavras de Jesus: “Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era estrangeiro e vós acolhestes-me, estava nu e vestistes-me, doente e fostes visitar-me”.

“O testemunho da caridade, que neste lugar encontra uma especial concretização, pertence à missão da Igreja juntamente com o anúncio da verdade do Evangelho”, precisou o Papa.

Falando aos utentes deste espaço, Bento XVI deixou uma palavra de conforto e esperança: “Caros irmãos e amigos, que aqui encontrais acolhimento, sabei que a Igreja vos ama profundamente e não vos abandona, porque reconhece no rosto de cada um de vós o rosto de Jesus”.

O Papa explicou ainda que “a Igreja, com o seu serviço a favor dos pobres, está portanto empenhada em anunciar a todos a verdade sobre o homem, amado por Deus, criado à sua imagem, redimido por Cristo e chamado à comunhão eterna com Ele”.

Bento XVI pediu à Cáritas e demais organizações católicas uma atenção redobrada às “consequências da crise económica” e aos “riscos da exclusão social”.

Ecclesia

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