Pub

O vice-presidente da autarquia, Luís Carito, afirmou que os estudos técnicos “estão em fase avançada”, no sentido de ser criada a ligação com Sevilha até ao final do ano, a qual poderá estender-se ao porto espanhol de Cádis, com escala em Faro.

“Os trabalhos estão a ser desenvolvidos entre a autarquia e um armador de cruzeiros marítimo/fluviais, no sentido de inaugurar a ligação ainda este ano”, observou o autarca. Luís Carito acredita que as relações comerciais entre os dois países contribuirão para desenvolver a economia das regiões do Algarve e da Andaluzia, ao nível da hotelaria, restauração, comércio local e do próprio Aeroporto Internacional de Faro.

O itinerário será assegurado por um navio com capacidade para 150 passageiros, prevendo-se que seja efetuada uma escala no porto de Faro, porque, segundo o autarca, o Algarve tem dois portos principais “Portimão, na perspetiva dos cruzeiros, e Faro na área da carga”.

“Embora esteja prevista a utilização de um navio com capacidade reduzida, esta nova rota será muito importante para a dinamização e crescimento do Algarve”, sublinhou.

Luís Carito disse ainda que a autarquia está a negociar com armadores portugueses a reposição da linha de tráfego marítimo semanal entre os portos de Portimão e do Funchal, a qual foi suspensa pelo armador espanhol Naviera Armas, devido ao aumento das tarifas portuárias exigidas pelo Governo Regional da Madeira.

“Queremos repor um itinerário que representava um acréscimo importante no movimento de carga rolante e de passageiros com a ilha da Madeira”, sublinhou o autarca. “Era uma ligação tão importante que o operador espanhol previa criar uma segunda carreira semanal”, enfatizou.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Portimão, há dois armadores portugueses interessados em desenvolver este itinerário com o Funchal, para o qual utilizarão um navio fretado a uma companhia estrangeira.

A ligação entre Portimão e o Funchal foi inaugurada a 14 de junho de 2008, após 23 anos de ausência de ligações marítimas de passageiros entre o arquipélago da Madeira e o Continente português, tendo sido suspensa em 29 de janeiro último.

Liliana Lourencinho com Lusa
Pub