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Em declarações à Lusa fonte da Diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ), confirmou que “as investigações estão a correr”, mas que de momento “não podem ser dadas mais informações adicionais”.

A mesma fonte disse que as autoridades temem que se verifique a mesma exposição mediática que ocorreu com o caso "Maddie" na praia da Luz.

No passado dia 10 de julho, uma das últimas vezes em que a menina foi vista, duas pessoas alertaram, através do número de emergência médica 112, que um homem estava a arrastar uma mulher para o mar na Praia do Canavial, numa zona não vigiada e de difícil acesso, explicou fonte da Autoridade Marítima à Lusa.

A Autoridade Marítima foi alertada e quando chegou à praia do Canavial “encontrou a mulher já sem vida”, explicou à Lusa o comandante Cruz Martins, responsável pelas capitanias de Lagos e Portimão.

Georgina Zito, 30 anos, de origem angolana, havia chegado ao Algarve dia 06 de julho e estava hospedada no Hotel Vila Galé, na Meia Praia, Lagos, com a sua filha Alexandra e um homem, de origem alemã, que é o principal suspeito do homicídio.

No local, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) declarou o óbito de Georgina Zito ainda na praia e o caso foi entregue ao Ministério Público que está a investigar o crime através da Judiciária.

Os dois homens que deram o alerta ao 112 ainda conseguiram ver e falar o homem que arrastou Georgina Zito para o mar.

Segundo os seus testemunhos, o suspeito, de 43 anos de idade, trouxe o corpo da mulher para a areia e com a bebé ao colo disse que ia buscar “comprimidos”, mas acabou por não regressar ao areal.

Três dias depois, o homem viajou para a Alemanha e no dia 15 foi detido, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades portuguesas.

O alegado suspeito da morte de Georgina Zito, Gunnar Dories, é agora também suspeito de ter morto a menina de cerca de um ano de idade, que se encontra desaparecida.

Esta é a terceira criança que desapareceu nos últimos ano no Barlavento algarvio. As duas anteriores, Joana Cipriano (setembro de 2004) e Madeleine Mccann (maio de 2010).

Lusa

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