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De acordo com uma resolução hoje publicada no Diário da República e aprovada a 22 de outubro, a AR recomenda ao Governo que promova as “necessárias medidas de apoio à preservação do Museu da Cortiça, no sentido de evitar o seu encerramento permanente, e salvaguardar o seu espólio” e proceda à “abertura do processo de classificação da Fábrica do Inglês como garante da protecção e valorização deste património”.

O Museu da Cortiça de Silves ganhou em 2001 o prémio de “Melhor Museu Industrial da Europa”, mas foi obrigado a encerrar as portas a 16 de maio deste ano, Dia Internacional dos Museus, devido à situação de insolvência do Grupo Alicoop, o maior acionista da Fábrica do Inglês, em cujo complexo de situa aquela estrutura.

Em causa está "a preservação do maior acervo documental do mundo sobre a história da indústria da cortiça", explicou, na altura do encerramento, o diretor do museu, Manuel Ramos.

"São mais de 150 anos de maquinaria e documentação comercial, [património] que pode agora ficar degradado ou ser vendido a retalho para que a sociedade possa honrar os seus compromissos", observou.

As dívidas acumuladas do museu ascendem a 6,5 milhões de euros, referentes, na maioria, ao pagamento de hipotecas vencidas em novembro de 2009.

O Museu da Cortiça, inaugurado em 1999, recebeu um investimento de quase 12,5 milhões de euros de empresários locais.

A instituição cultural foi distinguida pelo Fórum Museológico Europeu com o Prémio Micheletti para Melhor Museu Industrial da Europa de 2001, ano em que recebeu mais de 100 mil visitantes.

Lusa

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