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Pároco da Mexilhoeira Grande garante estar disponível para acolher famílias de refugiados cristãos

Foto © AFP/Getty Images
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O padre Domingos da Costa garante estar disponível para acolher uma, duas ou três famílias de refugiados cristãos, preferencialmente da Síria ou do Iraque.

“Há muito tempo que ando a pensar nisso. Até fazia bem à comunidade. Estas coisas só fazem bem às pessoas”, refere o pároco da Mexilhoeira Grande ao Folha do Domingo, considerando que a Europa “está a morrer e está condenada” em virtude não só da baixa natalidade que se verifica no continente, mas também pelas políticas que vem implementando.

O sacerdote da Companhia de Jesus (jesuíta) manifestou a vontade de acolher refugiados no passado dia 3 deste mês, na celebração que iniciou a caminhada noturna de jovens das paróquias constituintes da vigararia de Portimão. “Tenho vergonha que aqui em Portugal o nosso Governo gaste dinheiro em tanta coisa e não abra as portas a famílias cristãs”, criticou.

No passado dia 22 de junho, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) assinaram um protocolo de parceria para a reinstalação de refugiados que prevê iniciativas e atividades destinadas ao acolhimento, integração e capacitação para uma vida digna.

O protocolo, segundo explica uma notícia da Agência Ecclesia, tem em vista a reinstalação, a partir de setembro, de um grupo de 45 refugiados, a maioria proveniente da Síria, que será acolhido a nível nacional.

O diretor do JRS-Portugal, André Costa Jorge, adiantou que o programa de reinstalação é “suportado pela União Europeia e pelo Estado português através do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e do Ministério da Administração Interna”.

Neste contexto, o diretor do Serviço Jesuíta aos Refugiados revelou que, como em 2014, com o projeto ‘Sementes de Esperança’, com 14 refugiados, vão fazer o “processo de integração” através da “aprendizagem do português, na capacitação na formação e na integração” pelo acesso ao mercado de trabalho, aos “direitos fundamentais”.

“Estas pessoas, para além de terem sofrido os processos de sair dos seus países, nos países de trânsito ficam nas mãos dos traficantes, de situações arbitrárias”, alertou André Costa Jorge que defende que a Europa “deve dar sinais”, abrir vias legais e seguras de proteção”.

O diretor do JRS-Portugal incentiva assim a Igreja e a sociedade a “pressionar os governos” a acolher quem mais precisa. “A integração e a hospitalidade não se resumem à abertura das fronteiras, mas sim à abertura das nossas comunidades. O último não resulta das decisões de alguns líderes, mas sim das nossas decisões pessoais. Para mudar os nossos países devemos começar nas nossas comunidades, e para mudar as nossas comunidades devemos começar por nós próprios”, afirma André Costa Jorge.

com Ecclesia

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