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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O pároco de Odeleite pediu ontem ao presidente da Câmara de Castro Marim que providencie um autocarro para transportar os habitantes dispersos pelos montes da freguesia que queiram participar na eucaristia dominical.

“Penso que isto seria importante, juntamente com o empenho que tem em melhorar a saúde desta gente e essa saúde começa quando têm saúde espiritual”, afirmou o padre Agostinho Pinto na cerimónia de inauguração das obras dos retábulos da igreja de Odeleite, pedindo que esse serviço tenha início no próximo mês de novembro.

Penso que seria um elo de ligação e um grande benefício para esta terra”, acrescentou o sacerdote, considerando que a iniciativa contribuiria para contrariar a desertificação daquela localidade do nordeste algarvio, ajudando os “filhos que estão fora”, a “apreciar um pouco mais a sua terra”.

O bispo do Algarve, que presidiu àquela cerimónia, evidenciou também não ser “por má vontade” que muitas pessoas não vêm à eucaristia ao domingo. “Não é fácil para pessoas de idade, não havendo transporte, vir lá de longe à eucaristia dominical”, lembrou D. Manuel Quintas, reforçando a necessidade de se providenciar “algum meio de transporte”.

O presidente da autarquia respondeu que a Igreja pode contar com o apoio do município. “Preocupo-me muito com a saúde física, mas, como médico que sou, não sei onde é que acaba a saúde física e começa a espiritual”, afirmou Francisco Amaral, considerando haver uma “interligação muito grande” entre os dois tipos de saúde. “Hoje em dia há imensas doenças que não sabemos se são físicas, mentais ou espirituais e daí, senhor padre, conte com o município de Castro Marim, porque acho que também é importante este tratamento ao espírito que as pessoas vêm fazer aqui ao domingo. A Igreja também serve muito para a saúde das pessoas e conta com o apoio do município para trazer mais pessoas aqui à casa de Deus”, complementou.

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