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Em declarações à FOLHA DO DOMINGO, o sacerdote, que igualmente é pároco «in solidum» de Alvor, explica que “há muitas necessidades” e que o vicariato vai ajudando “na medida do possível”.

Essa ajuda passa pela entrega, ao domingo, de cabazes de alimentos a cerca de 20 famílias carenciadas, fruto da partilha dos paroquianos, sendo feita também algumas entregas no domicílio de pessoas que têm dificuldade em deslocar-se à sede do vicariato.

O pároco testemunha que os beneficiários deste apoio são sobretudo famílias portuguesas, embora também haja um significativo grupo de caboverdianos a usufruir desta ajuda. “Há muitos caboverdianos na Pedra Mourinha, muito assíduos na Igreja, com prática e vivência cristã”, destaca o sacerdote.

O padre Leitão Marques explica que, na Pedra Mourinha, “o dormitório de Portimão”, “o desemprego é muito”. “Talvez viva aqui a maioria dos desempregados da zona de Portimão”, admite o pároco, acrescentando que muitos viviam do turismo, da construção civil e do pequeno comércio “que fechou todo”. “Abriu-se muito as portas à imigração… Mas também há muitos portugueses que só querem emprego de caneta e ar condicionado”, lamenta.

O pároco acrescenta que em Alvor não há tantos pedidos de ajuda à paróquia porque já há apoios por parte da Santa Casa da Misericórdia e do Centro Comunitário da Junta de Freguesia local, o que não acontece na Pedra Mourinha onde apenas existe o apoio do vicariato.

A ereção de uma comunidade em vicariato é a fase que precede a sua ereção em paróquia.

Samuel Mendonça
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