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O padre Agostinho Pinto, nomeado pelo bispo do Algarve e que no sábado tomará posse como o primeiro pároco da paróquia de Altura, diz que “os paroquianos estão satisfeitos porque era uma aspiração que já sentiam como uma necessidade”. “Quando cheguei [em 2010], apercebi-me logo que a comunidade já tinha estrutura, em termos de vivência cristã, para ter a sua autonomia como paróquia. A própria paróquia [de Castro Marim] sentia que Altura tinha uma identidade um pouco diferente”, refere, acrescentando que “Altura é uma comunidade que já tem uma personalidade própria”. “Havia a necessidade de criar uma certa autonomia e também de a própria comunidade dar um salto à frente”, frisou, lembrando que “Altura e Castro Marim são freguesias diferentes e muito distantes, uma à beira-mar e outra no interior”. “Altura é uma freguesia que, no verão, é uma coisa e no inverno, é outra. No verão, as missas são muito frequentadas. Penso que o número de habitantes triplica”, sustenta.

O sacerdote destaca, no entanto, que a ereção paroquial é “fruto de uma caminhada”. “Fazer-se comunidade paroquial é uma realidade que se vai construindo. Não se pode dizer que já somos uma comunidade adulta. É uma realidade que vai sendo feita”, sublinha, exemplificando com o que se passou até ao nível da criação de equipamentos. “Há paróquias, no que diz respeito a infraestruturas, que não estão tão bem apetrechadas como esta. Isto foi uma realidade que foi sendo criada ao longo do tempo”, realça.

Samuel Mendonça

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