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A paróquia de Aljezur promove no próximo dia 31 deste mês, véspera da solenidade litúrgica de Todos os Santos, uma vigília de oração pela santidade que se apresenta como contraponto à festa de “Halloween”.

A comemoração do “Halloween”, vindo dos Estados Unidos da América e agora muito celebrado também na Europa, no dia 31 de outubro, veio dos antigos povos celtas que habitavam a Grã-Bretanha há mais de 2000 anos, na véspera do dia de Todos os Santos, em inglês “All Hallow’s Eve” (contraída mais tarde na palavra “Halloween”).

Diante deste contexto, várias dioceses, paróquias e comunidades católicas um pouco por todo o mundo têm fomentado o resgate do dia 31 de outubro como véspera do dia de Todos os Santos. Foi assim que nasceu a designada celebração “Holywins” (“A santidade vence“), que comemora com as crianças o dom da vocação universal à santidade.

A paróquia de Aljezur enquadra a ocorrência da iniciativa de celebração “Holywins” em pleno Ano Missionário, considerando que “a santidade é uma missão para hoje”. “Os Santos foram pessoas como nós, que já se encontram onde nós ambicionamos chegar. Por isso, atentos ao seu testemunho, caminhamos ainda imperfeitos para chegar à santidade, porque a santidade vence. Não faltes, deixa de lado as máscaras e vem encontrar-te com Aquele que se quer encontrar contigo”, realça a paróquia.

A vigília, sob o tema “Chamados à Santidade – Uma Missão para hoje”, terá lugar pelas 22h na igreja de Aljezur.

A Igreja celebra anualmente a solenidade litúrgica de Todos os Santos, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a solenizar em datas diferentes celebrações com conteúdo idêntico.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

Já no dia 2 de novembro tem lugar a ‘comemoração de todos os fiéis defuntos’, que remonta ao final do primeiro milénio: foi o abade de Cluny, Santo Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos ‘desde o princípio até ao fim do mundo’.

Este costume depressa se generalizou: Roma oficializou-o no século XIV e no século XV foi concedido aos dominicanos de Valência (Espanha) o privilégio de celebrar três missas neste dia, prática que se difundiu nos domínios espanhóis e portugueses e ainda na Polónia.

Durante a I Guerra Mundial, o papa Bento XV generalizou esse uso em toda a Igreja (1915).

com Ecclesia

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