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Paróquia de Armação de Pêra iniciou “Tertúlias da Fé” como imperativo do Sínodo dos Bispos

© Samuel Mendonça
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A paróquia de Armação de Pêra iniciou no passado sábado um conjunto de encontros de orientação espiritual com periodicidade mensal, intitulados “Tertúlias da Fé”, uma iniciativa que surgiu como imperativo da última assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, dedicado à família.

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O padre Joaquim Beato, pároco daquela comunidade paroquial, explicou ao Folha do Domingo que aquele “encontro de famílias” foi pensado como resposta ao pedido do Papa Francisco para que se continue a refletir sobre a família até ao Sínodo de 2015 e irá refletir sobre “temas atuais que preocupam fortemente as famílias de hoje”. “Hoje há grandes perseguições à família e uma certa desorientação”, afirmou o sacerdote na primeira das “Tertúlias da Fé”, que decorreu no salão provisório atrás da igreja paroquial (em obras) sobre o tema “A Família de Nazaré e as nossas famílias”.

© Samuel Mendonça
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O encontro com 27 participantes, de caráter familiar e intimista, contou com a participação de Rosário e Luís Ferreira, um casal membro da equipa do CPM – Centro de Preparação para o Matrimónio da paróquia de Santo António dos Cavaleiros, em Loures, que apresentaram o seu testemunho de 30 anos de casados com três filhos de 28, 25 e 18 anos.

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Ambos membros de famílias numerosas, Rosário e Luís Ferreira, partilharam a experiência da sua doação de vida e de amor no seio familiar, incluindo o modo de fazer face às dificuldades quotidianas e aos momentos menos positivos. “Os amigos são fundamentais neste aspeto para não nos fecharmos”, destacou o casal, referindo a importância do apoio da equipa do CPM nestes momentos menos bons.

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Rosário e Luís Ferreira deixaram claro que “a felicidade não cai do céu”, mas “constrói-se e conquista-se todos os dias”. “Na vida a dois são as coisas banais do dia a dia que, muitas vezes, podem estragar uma relação”.

Neste sentido, o casal alertou que, dadas as atuais condições da vida quotidiana, o tempo vivido em família pode tornar-se no mais propício a conflitos. “Estamos mais tempo a trabalhar e quando chegamos a casa queremos descanso e que ninguém nos diga nada. Portanto, o tempo mais difícil do dia é quando estamos em família e isso exige de nós uma grande vontade de não querer que esses momentos sejam os piores do dia. E, às vezes até são, mas temos de trabalhar para que não sejam”, advertiram.

© Samuel Mendonça
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O casal aconselhou, por isso, a combater a rotina. “De vez em quando temos de sair os dois, sem filhos, para pudermos conversar, para arejar. E fazemos isso com alguma regularidade, embora não com tanta como gostávamos”, contaram.

Rosário e Luís Ferreira frisaram, com o matrimónio, ter assumido “um compromisso, não a dois, mas a três”. “A três porque a nossa vida está muito alicerçada em Deus. E temos a convicção plena de que Deus não pode ser aquele a quem recorremos quando a vida está complicada, mas aquele que está presente em todos os momentos”, explicaram.

Nas vivências parentais partilhadas explicaram que “os filhos não são iguais”, embora sejam “educados da mesma maneira”. “Foram os filhos que nos ensinaram a ser pais”, reconheceram, evidenciando a parentalidade como uma “aprendizagem permanente”.

© Samuel Mendonça
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Previstos estão já mais seis encontros que se prolongarão até junho de 2015, sujeitos ainda assim a confirmação posterior. A tertúlia mensal de janeiro será subordinado ao tema “Porque é que Deus permite as crises?” que incidirá sobre as questões: “O que nos quer dizer Deus com a crise? Qual o sentido para a nossa vida?”. Em fevereiro, o encontro terá como tema “Falta de Saúde. Porquê e para quê?” e em março, “O Amor anda no ar. Os nossos amores e o AMOR de Deus”. “Posso começar de novo?” é a pergunta que intitula o encontro de abril, cuja resposta é dada nos subtemas que ajudarão os participantes a refletir: “Estamos sempre a tempo de melhorar as nossas vidas. Aprender a auto-análise e o exame de consciência”. Em maio, o tema da tertúlia pergunta “O que há hoje para comer?” e refletirá sobre “A pobreza dos que não têm o que comer e a pobreza de espírito”, assegurando “pistas para a busca de alimento”. O último encontro intitula-se “A história de uma comunidade”, no qual se fará o ponto de situação sobre uma publicação de homenagem ao padre Joaquim Beato, pároco de Armação de Pêra.

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