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Foi hoje assinado o contrato da empreitada de construção do Centro Paroquial de Armação de Pêra.

Trata-se de um projeto antigo daquela paróquia que, na sua primeira versão chegou a incluir a construção de uma nova igreja, mas que ao longo dos últimos 14 anos veio tem vindo a deixar de ser uma prioridade. “O projeto com a igreja era muito grande e estava orçamentado com uma verba muito grande que a paróquia não tinha possibilidade de levar por diante. E por outro lado, também hoje há uma diminuição grande de pessoas na frequência da igreja ao domingo e seria talvez um disparate fazer uma coisa assim tão grande como estava previsto”, justificou o pároco ao Folha do Domingo.

O padre Joaquim Beato explica que apenas nos meses de julho e agosto, em que aumenta a participação nas celebrações, é que a limitação da atual igreja se nota, mas garante que a questão poderá ser resolvida com a multiplicação de eucaristias ou – como farão nos próximos meses – com as celebrações realizadas no adro.

O sacerdote acrescenta que o atual projeto, com “dois ou três anos”, incluirá um salão para cerca de 400 pessoas, que poderá acolher também para as celebrações com maior número de participantes. Além do salão, inclui ainda salas para catequese, reuniões, uma capela, um pequeno bar, uma pequena biblioteca e casa mortuária.

Até agora a catequese, os encontros e as reuniões eram feitos numa casa doada à paróquia, que servia como centro paroquial, mas que foi agora vendida.

O padre Joaquim Beato considera que, com o futuro centro paroquial, a paróquia ficará “dotada de elementos suficientes e de uma base estrutural para a sua manutenção e para tudo o que for necessário”.

A obra, que agora irá arrancar, vai ser feita num terreno contíguo à casa mortuária da vila, cedido pela Câmara de Silves para o anterior projeto que chegou a incluir uma nova sede para o Agrupamento 598 do Corpo Nacional de Escutas. “No futuro tentaremos fazer um contrato com a Câmara para ver se ela nos cede a casa para sede dos escuteiros”, acrescentou o pároco.

O prior explicou ainda que o futuro centro paroquial será dedicado a Santo António da Areias para “realçar a antiguidade” da capela na fortaleza, primeiramente dedicada àquele santo, mas hoje conhecida também como ermida de Nossa Senhora dos Aflitos, pela devoção mariana que a comunidade piscatória lhe foi incrementando ao longo dos tempos.

A assinatura do contrato decorreu nas instalações da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, onde estiveram presentes o padre Joaquim Beato, os representantes das empresas construtura e fiscalizadora e o presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pera, acompanhados de alguns membros do Conselho Económico da paróquia.

A obra, orçada em cerca de 1 milhão e meio de euros (IVA incluído), deverá iniciar na próxima semana e tem prazo de execução de cerca de 15 meses. Ao Folha do Domingo, o padre Joaquim Beato garantiu que a paróquia dispõe de grande parte da verba necessária e acrescentou contar também com a colaboração da população e da autarquia. “A Câmara prometeu que nos daria um subsídio”, assegurou.

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