“Para que serve uma paróquia” reúne 16 sessões, entre outubro e junho, com especialistas e testemunhos sobre a identidade e a missão das comunidades paroquiais.

A paróquia de Nossa Senhora do Amparo, em Portimão, iniciou este mês, juntamente com vários parceiros, o ciclo de estudos online “Para que serve uma paróquia”, dedicado à identidade e à missão paroquial no atual contexto social e eclesial. O programa inclui 16 sessões, entre outubro e junho, com intervenções expositivas e momentos de conversa.

Os interessados podem acompanhar as sessões presencialmente, no Centro Social Paroquial, ou participar online, a partir de casa, através do Google Meet.

A iniciativa parte dos desafios que hoje se colocam às comunidades paroquiais, como a diminuição do número de padres, a mobilidade geográfica das populações, a mudança dos ritmos de vida, as novas formas de pertença e a diminuição das referências cristãs na sociedade. O objetivo é refletir sobre como atualizar o modelo paroquial, para que continue a ser uma referência na vida dos cristãos.

O ciclo começou a 13 de outubro com o padre Rui Fernandes, sacerdote jesuíta, que abordará a breve história das paróquias. A 27 de outubro, o padre António Ary, sacerdote jesuíta, falará sobre a paróquia no Direito Canónico. Em novembro, o padre Nuno Tovar de Lemos, sacerdote jesuíta, conduzirá, no dia 9, a sessão “Uma paróquia, muitas nações”, sobre a importância eclesial e social da hospitalidade; a 24, o padre Tiago Neto, sacerdote do Patriarcado de Lisboa, abordará a paróquia e a gestação da fé.

Em dezembro, no dia 9, o diácono Nuno e a sua esposa Cristina Francisco partilharão o testemunho “O casal à frente da Paróquia de Odiáxere”, numa conversa moderada pelo padre Rui Fernandes. O programa retoma em janeiro, com o padre João Norton, sacerdote jesuíta, e Lígia Rodrigues, artista plástica, sobre a paróquia como casa de comunhão e de beleza, no dia 12; e com o padre Tiago Freitas, sacerdote da Arquidiocese de Braga, que falará sobre a paróquia como corpo plural, a 26.

Em fevereiro, o padre Eduardo Duque, sociólogo, abordará a dinâmica intergeracional da paróquia, no dia 11, e Teresa Messias, professora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, refletirá sobre a vida espiritual em contexto paroquial, a 23. Já em março, os padres Diogo Roda e Duarte Rosado, sacerdotes jesuítas, conduzirão, no dia 9, a sessão “A música e os afetos na celebração da fé”, com ecos do programa ‘LabOratório’. A 23, antigos voluntários dos Leigos para o Desenvolvimento darão o seu testemunho sobre a experiência pastoral da associação, numa conversa moderada pelo padre Rui Fernandes.

O programa de abril inclui “A paróquia e o sentimento de pertença”, com Alfredo Teixeira, antropólogo e docente da Universidade Católica Portuguesa, no dia 7, e uma sessão sobre a experiência das Comunidades de Base, no Brasil, e a organização das missões, em Moçambique, com os padres jesuítas José Silva e Vítor Lamosa, a 20.

Em maio, Sónia Monteiro, investigadora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, falará sobre sinodalidade na paróquia, no dia 11. A 25, o padre José Frazão Correia, sacerdote jesuíta, abordará a importância da experimentação pastoral e os seus limites. O ciclo encerra a 8 de junho, com o padre Rui Fernandes numa sessão dedicada ao papel da paróquia no quadro geral da vivência cristã.

Segundo a informação divulgada pela organização, no final do percurso será publicado um livro com os textos dos oradores. Está também prevista a possibilidade de formar uma equipa alargada com participantes, para dar continuidade à reflexão e ao trabalho de atualização do funcionamento paroquial.