Pub

A 30ª recolha de bens alimentares foi feita, durante o passado mês de dezembro, pelos jovens da paróquia, incluindo os elementos do agrupamento local do CNE – Corpo Nacional de Escutas e os Jovens Sem Fronteiras, e reforçada com géneros que muitas pessoas vieram entregar à comunidade na semana antes do Natal.

Na última edição do boletim paroquial, o pároco regozija-se com o facto de a campanha deste ano ter sido “a maior de sempre”. “Recebemos o dobro dos anos anteriores, pois todos sabem que a nossa distribuição é feita cristãmente e atinge todo o concelho”, escreve o padre José Cunha Duarte, acrescentando que “o povo confia na paróquia, pois sabe que tudo é feito com seriedade e amor”. “O que recebemos nem um grão de arroz caiu ao chão”, sustenta o sacerdote, explicando que, “na distribuição, os cristãos foram ao encontro dos irmãos com dificuldades económicas para que todos tivessem Natal, sem olhar à cor, raça ou o credo religioso”.

Considerando que os são-brasenses foram “muito generosos”, o prior testemunha, a título de exemplo, que a paróquia este ano não precisou comprar azeite para completar os cabazes. “Várias famílias ofereceram bacalhaus inteiros, garrafões e várias dezenas de garrafas de azeite”, escreve, explicando ainda que a comunidade “comprou cerca de 1.200 euros de bacalhau com o apoio de muitas famílias”.

O padre Cunha Duarte explica ainda que “tudo foi realizado no silêncio”, “num clima fraterno de entreajuda, e pondo em prática a mensagem do Natal” e “tudo ficou no anonimato”. O sacerdote destaca que os beneficiários desta iniciativa são “casais que perderam recentemente o trabalho, casais idosos doentes, viúvas com pequenas pensões”. “Ajudamos ainda famílias envergonhadas que nunca tiveram necessidade de nada”, acrescenta.

Os cabazes foram feitos pelos membros do núcleo paroquial da LIAM – Liga Intensificadora da Ação Missionária e a distribuição esteve a cargo de muitos outros paroquianos. “Em diversos sítios havia uma pessoa encarregada de distribuir às pessoas mais carenciadas, pois conhecia melhor o meio ambiente”, explica o pároco, adiantando que “várias famílias vieram buscar cabazes para levar a pessoas com dificuldade e envergonhadas”.

Samuel Mendonça
Pub