Pub

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

Fez na passada quarta-feira, 12 de outubro, 50 anos que a igreja paroquial do Montenegro foi inaugurada e dedicada e a paróquia assinalou o cinquentenário com um programa festivo que teve o seu ponto alto no último domingo.

Logo na quarta-feira à noite, teve lugar naquela igreja matriz uma celebração mariana com adoração eucarística.

No domingo à tarde, as celebrações foram presididas pelo bispo do Algarve que foi recebido no adro da igreja com uma atuação da Associação de Dança, Cultural ‘Urban Expression’, o rebentamento de foguetes e uma largada de 50 balões, acompanhados de mensagens elaboradas pelos catequizandos e alusivas ao aniversário da igreja e à Virgem de Fátima, padroeira daquela paróquia.

Seguiu-se a eucaristia, na qual o bispo do Algarve administrou o sacramento do Crisma a 12 adultos. Na celebração, D. Manuel Quintas ressalvou o significado da efeméride. “Celebrar o aniversário de uma igreja quer dizer também avivar em nós o aniversário da Igreja que cada um de nós é”, afirmou.

“Tal como nos recordamos do dia da dedicação desta igreja, também nos devíamos recordar do dia do nosso batismo e renovar as promessas, rezando nesse dia o Credo”, complementou.

O pároco do Montenegro manifestou a “grande alegria e grande júbilo” de todos com o aniversário. “Este dom, que é esta igreja, tem servido de lugar onde todos crescemos e caminhamos na fé”, afirmou o padre António da Rocha.

Depois da eucaristia seguiram-se as atuações da Banda Filarmónica de Faro e do Grupo Folclórico e Etnográfico Amigos do Montenegro.

Na sua edição de 16 de outubro de 1966, Folha do Domingo noticiou a dedicação da igreja do Montenegro, um projeto concebido e acalentado pelo padre José Gomes da Encarnação, antigo pároco de São Pedro de Faro (paróquia de que mais tarde foi desmembrada aquela comunidade paroquial), cuja inesperada morte não deixou iniciar.

Na celebração, presidida pelo bispo do Algarve da altura com bênção do altar-mor, D. Júlio Tavares Rebimbas lembrou na homilia isso mesmo, destacando igualmente o papel do também já falecido padre António Patrício, pároco que concretizou a obra da autoria do arquiteto Alfredo Carlos Villares Braga, dos serviços técnicos da Câmara Municipal de Faro. O prelado lembrou que o prior dedicou àquela causa “o melhor da sua fé, do seu zelo pastoral e do seu incontido dinamismo sacerdotal”.

Pub