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Na sessão de inauguração da mostra, que estará patente ao público até ao dia 23 de dezembro no salão nobre daquela autarquia, a presidente da Junta de Freguesia fez questão de sublinhar que a iniciativa procura ser uma “uma homenagem à matriz de Portimão e à sua história”. Ana Figueiredo lembrou que cada peça exposta “conta uma história e o conjunto das histórias fazem parte do acervo artístico e patrimonial da matriz, que também pertence à cidade”. “Todas estas peças são destinadas à prática do culto religioso mas também são parte do nosso património histórico”, complementou.

A autarca explicou ainda que a exposição pretende ser um “registo simbólico daquilo que poderá ser um bom indício do futuro Museu de Arte Sacra que os portimonenses desejam”. “Logo que o executivo consiga arranjar um espaço tão digno como este para sede da nossa Junta de Freguesia de Portimão, faremos esta parceria com a autarquia e com a matriz de Portimão para ver aqui o futuro Museu de Arte Sacra”, anunciou.

O pároco da matriz de Portimão reforçou que a exposição “pretende mostrar a todos, aquilo que a todos diz respeito” porque “é de todos”. “A nossa cidade e a nossa paróquia são muito ricas em espólio e tínhamos uma série de telas e de esculturas que estavam muito degradadas”, referiu o padre Mário de Sousa, acrescentando que as peças foram sendo restauradas “pouco a pouco”.

De entre as obras expostas, o sacerdote destacou um óleo sobre tela do século XIX, intitulado ‘Pesca milagrosa’, considerando-o ser a “melhor tela que existe na igreja matriz e que, por ventura, terá vindo da antiga igreja do Compromisso Marítimo”. O prior destacou igualmente um outro óleo sobre tela com a imagem da Senhora da Assunção, do século XVII, que “deveria fazer parte do antigo retábulo da capela-mor da igreja matriz” e uma escultura de Nossa Senhora Mãe das Almas, do século XVIII e que também “deveria fazer parte da antiga igreja do Compromisso Marítimo”.

O pároco referiu-se ainda a duas peças doadas à paróquia: uma imagem da Última Ceia em porcelana italiana, do século XX e uma cadeira oriental do século XIX, em madeira e madre pérola, adquirida na Jordânia na viagem feita pela paróquia em setembro à Terra Santa.

O presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, considerou a mostra “sinal da riqueza e da qualidade do património religioso que existe sobre a responsabilidade da paróquia da matriz” e defendeu que “a nova evangelização faz-se também através destes atos”.

Ao Folha do Domingo, o padre Mário de Sousa explicou que o restauro das peças foi totalmente suportado pela comunidade paroquial.

Samuel Mendonça

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