Igreja do Algarve em festa pela ordenação de novo diácono rumo ao sacerdócio
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Paróquias da Fuseta, Moncarapacho, Montenegro e S. Luís também já têm novos párocos

As paróquias da Fuseta, Moncarapacho, Montenegro e São Luís de Faro também já têm novos párocos, empossados no passado fim-de-semana.

Tomada de posse do padre António da Rocha na Fuseta • Foto © Samuel Mendonça

No sábado, o bispo do Algarve presidiu às eucaristias das tomadas de posse do padre António da Rocha, de 75 anos, na paróquia da Fuseta e do padre Rui Guerreiro, de 43 anos, na paróquia de São Luís. Ontem, D. Manuel Quintas conferiu ao cónego Carlos César Chantre, de 65 anos, o início do novo serviço na paróquia do Montenegro e ao padre António da Rocha na paróquia de Moncarapacho.

Tomada de posse do padre António da Rocha na Fuseta • Foto © Samuel Mendonça

O prelado lembrou que “o padre deve ser sinal de Cristo no meio do seu povo” e que é sua missão numa paróquia “ser sentinela de Deus”. O bispo diocesano apelou ainda à oração pelos novos párocos, nomeados no passado mês de julho, desafiando os paroquianos a que possam “colaborar corresponsavelmente” com eles. “É a altura de cada um se interrogar: como é que eu posso ajudar ainda mais ou iniciar uma participação diferente, corresponsável, na vida da minha paróquia?”, afirmou na eucaristia na igreja paroquial de São Luís.

Tomada de posse do padre António da Rocha na Fuseta • Foto © Samuel Mendonça

Na Fuseta, D. Manuel Quintas reconheceu que o trabalho do padre Rui Guerreiro nas paróquias da Sé e de São Luís “não vai ser fácil”, tendo agradecido a sua “disponibilidade” para ser pároco das duas comunidades, sendo que em São Luís o sacerdote continuará a ter a colaboração do diácono Rogério Egídio (ligado à comunidade desde a sua ereção), também nomeado para trabalhar associado ao prior.

Tomada de posse do padre Rui Guerreiro em S. Luís • Foto © Samuel Mendonça

Na igreja de São Luís, o bispo do Algarve explicou que esta mudança visa “iniciar um caminho de alguma transformação pastoral, de maior convergência de iniciativas”, para empreender em Faro uma “pastoral de conjunto”. “É um desafio muito grande o que eu apresentei ao padre Rui”, reconheceu, lembrando que o sacerdote, para além das duas paróquias, é também diretor espiritual do Seminário e juiz do Tribunal Interdiocesano de Évora.

Tomada de posse do padre Rui Guerreiro em S. Luís • Foto © Samuel Mendonça

Por outro lado, D. Manuel Quintas lembrou haver padres que “já mereciam estar a descansar ou a apoiar” as comunidades, mas sem grandes responsabilidades. “Era tão bom que os padres, quando chegam a uma certa idade, pudessem descansar. Têm direito a isso, mas como é que fazemos?”, interrogou, lembrando o caso do padre Manuel Honorato Antunes, com 92 anos, que foi pároco de Alvor até ao mês passado.

Tomada de posse do padre Rui Guerreiro em S. Luís • Foto © Samuel Mendonça

Neste sentido pediu aos cristãos que possam “continuar a rezar pelas vocações sem desanimar” e fez um apelo aos rapazes. “Meus caros jovens, isto é para vocês. Ser padre não é uma coisa tão estranha como isso. A diocese precisa”, exortou.

Na paróquia de São Luís evocou os 48 anos do padre António da Rocha como pároco e na paróquia do Montenegro os 15 anos em que o sacerdote ali serviu. “Queremos manifestar a nossa gratidão por todo o seu serviço”, afirmou ontem na igreja do Montenegro, referindo-se à passagem do antigo prior por ali como um “percurso longo e fecundo”. “Há frutos disso”, completou.

Tomada de posse do padre António da Rocha na Fuseta • Foto © Samuel Mendonça

Na Fuseta, o padre António da Rocha agradeceu o acolhimento, manifestando “esperança” e “confiança”. “Que todos possamos trabalhar em conjunto para o bem-estar humano e espiritual desta comunidade que agora é de todos nós. Sintam-se reconduzidos nos seus ministérios e espero colaborar com todos no trabalho que vou começar agora a desenvolver”, afirmou.

Em São Luís disse ser “motivo de dar graças a Deus por tudo aquilo que aconteceu”. Agradeceu a todos a cooperação prestada, pediu perdão pelas suas “fragilidades” e desejou que esta nova etapa seja “um novo nascimento da comunidade” e que nesse renascimento “apoiem o mais possível” o novo pároco.

O padre Rui Guerreiro disse em São Luís ter pedido às paróquias da Fuseta e de Moncarapacho “a mesma atitude” para com o novo pároco que tiveram para consigo. “Posso dizer-vos que o senhor padre Rocha fica muito bem confiado”, garantiu, acrescentando que vai procurar continuar a servir São Luís “com alguma criatividade e bom humor que possa ter”.

Tomada de posse do cónego Carlos César Chantre no Montenegro • Foto © Samuel Mendonça

Já o cónego César Chantre apresentou-se no Montenegro como “um filho com vontade de servir”. “A nossa missão é só uma: conhecer, aprofundar, viver e transmitir Jesus Cristo. O nosso programa é só este. Estarei convosco nesta missão, unido firmemente ao bispo da diocese e com ele à Igreja universal”, completou.

Tomada de posse do cónego Carlos César Chantre no Montenegro • Foto © Samuel Mendonça

Nas eucaristias de tomada de posse dos novos párocos foi feita a leitura dos decretos de nomeação, a profissão de fé dos novos priores com o juramento de fidelidade ao colégio presbiteral, ao bispo, ao papa e a toda a Igreja, a entrega simbólica das chaves das igrejas e a leitura e assinatura dos autos de posse (atas), a renovação das promessas sacerdotais e a passagem pela pia batismal, pelo confessionário e pelo sacrário, tendo sido também convidados a sentarem-se na cadeira da presidência.

Tomada de posse do cónego Carlos César Chantre no Montenegro • Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve explicou que batismo, reconciliação e eucaristia são três sinais que “ajudam a entender melhor o serviço paroquial” e acrescentou que o gesto de “sentar-se na cadeira significa serviço e não poder”.

Tomada de posse do cónego Carlos César Chantre no Montenegro • Foto © Samuel Mendonça

As tomadas de posse prosseguirão este mês, já no dia 17, com o padre Fernando Rafael Rocha a ser empossado como pároco da paróquia da Conceição de Tavira em eucaristia presidida pelo bispo do Algarve, às 10h, na igreja matriz. No mesmo dia, o padre Armando Amâncio toma posse como pároco da paróquia de Quelfes em eucaristia presidida pelo cónego Carlos César Chantre, vigário geral da Diocese do Algarve, às 12h, na igreja matriz. No dia 24 deste mês toma ainda posse o padre Eduardo Colocho como pároco das paróquias de São Bartolomeu de Messines e de São Marcos da Serra em eucaristia presidida pelo bispo do Algarve, às 10h15, na igreja matriz de São Bartolomeu de Messines.

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