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Paróquias de Boliqueime, Ferreiras, Loulé, Paderne e Quelfes têm novos párocos

Posse_parocoAs paróquias de Boliqueime, Ferreiras, Loulé, Paderne e Quelfes têm novos párocos desde o passado domingo, conforme foi anunciado no dia 10 de agosto.

Em Boliqueime, Ferreiras e Paderne, o padre Pedro Manuel, que era pároco da Sé de Faro desde 2011, substituiu agora o padre Joel Teixeira. Em Quelfes, o padre Rui Guerreiro, pároco da Fuseta e de Moncarapacho, assumiu também aquela comunidade, substituindo o cónego Firmino Ferro, vigário geral da Diocese do Algarve, que vinha desempenhando as funções de administrador paroquial. E nas duas paróquias de Loulé, o padre Carlos de Aquino, que era prior de Silves desde 2005 e de São Bartolomeu de Messines e de São Marcos da Serra desde 2014, foi agora empossado como pároco, substituindo o padre António de Freitas, cargo que desempenhará em colaboração com o padre Henrique Varela.

O bispo do Algarve, que presidiu às eucaristias de tomada de posse, reconheceu em Paderne e em Loulé que “não é fácil” para muitas pessoas entender quando se fazem mudanças. “Da minha parte acolho essas dificuldades e, tanto quanto possível, procuro ajudar a encontrar respostas para elas”, afirmou D. Manuel Quintas, destacando o essencial: “a dimensão de universalidade na diocese e na Igreja deve estar presente nestas circunstâncias, senão não entendemos”. “Às vezes pensamos só na nossa paróquia e esquecemos do resto da diocese, Igreja da qual pertencemos. Estas mudanças ajudam-nos a alargar o horizonte, a verificar que a nossa família é muito mais ampla do que a nossa paróquia”, disse em Loulé, no santuário de Nossa Senhora da Piedade, popularmente conhecida como Mãe Soberana.

Em Quelfes, o prelado reconheceu a dificuldade crescente de dar provimento às necessidades paroquiais. “Torna-se cada vez mais difícil distribuir equitativamente o ministério paroquial, sobretudo, porque muitos dos nossos padres são idosos”, afirmou, sublinhando a corresponsabilidade de cada cristão a partir do batismo. “É difícil levar para a frente a vida das nossas comunidades cristãs sem a colaboração corresponsável de todos. Que cada um se sinta pedra viva desta Igreja que todos constituímos”, apelou.

D. Manuel Quintas clarificou ainda que a expressão «tomada de posse» é apenas uma designação jurídica. “Do ponto de vista doutrinal e eclesiológico, o bispo ou o pároco não tomam posse de nada. Não é a diocese que é do bispo, é o bispo que é da diocese. Não é a paróquia que é do padre, é o padre que é da paróquia. É diferente”, sustentou, acrescentando que “tomar posse significa possuir, ser proprietário de alguma coisa”. “[Tomar posse] significa poder e não é nada disso o que se passa na Igreja. É serviço. Tudo o que não tem a ver com serviço, não está de acordo com o evangelho e com a pessoa de Cristo”, advertiu, explicando que bispos e padres não são donos de nada mas “servidores”. “O povo é que toma posse de nós”, complementou.

Neste sentido, o bispo diocesano frisou que a “primeira missão” do padre e do bispo é “anunciar o evangelho”.

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Foto © Samuel Mendonça

Em Paderne, D. Manuel Quintas lembrou que o padre Pedro Manuel, apesar de ter apenas 31 anos, “já tem uma experiência grande como padre em diversos serviços” da diocese que “tem prestado com muita alegria, disponibilidade e, sobretudo, um sentido de entrega plena sem olhar a cansaços”. “Vede lá se travais o padre Pedro porque ele trabalha com grande velocidade e grande sentido de abrangência para chegar a tudo e a todos e isso depois pode-se pagar caro a nível de cansaço”, pediu aos paroquianos, manifestando a sua confiança no novo pároco porque “ele tem as capacidades necessárias para corresponder e responder àquilo que as paróquias exigem e precisam”.

O novo pároco começou por pedir a oração da assembleia pelo seu ministério. “Convido-vos a que rezeis a Deus por mim para que eu possa ser o pároco que Paderne, Boliqueime e Ferreiras precisam”, afirmou. “Preciso que, a partir de hoje, sejam a família que eu optei por não ter para que eu possa ser o padre que Jesus Cristo optou para vós. Na oportunidade do Ano da Misericórdia que vamos começar a celebrar, Deus que gosta muito de mim e muito de vós, chamou-me de perto de um conjunto de pessoas onde me sentia, verdadeiramente, em família para vir para outra família, para vir sarar outros corações”, complementou, lembrando que “a paternidade espiritual de uma comunidade não se faz por decreto”. “Faz-se pela vida que vamos partilhar uns com os outros, pela riqueza dos nossos encontros, pela beleza espiritual das nossas celebrações e pela certeza de que Deus nos escolhe a todos, uns aos outros, para partilharmos a vida que nasce da fé”, afirmou o sacerdote que antes da eucaristia passou pelo cemitério local para pedir àqueles cujos restos mortais lá descansam que, junto de Deus, intercedam por si para que possa ser o pastor, à imagem de Jesus Cristo, que aquelas comunidades precisam.

“Venho para servir, para conhecer e, acima de tudo, para tornar presente Jesus Cristo no meio de vós. Vamos partilhar a vida, mas acima de tudo vamos partilhar a fé”, concluiu o novo pároco, rejeitando comparações com os anteriores colegas. “Peçam ao Senhor que eu seja digno de lhes suceder no ministério porque o serviço é de Jesus Cristo”, pediu o sacerdote que também foi nomeado assistente espiritual do Secretariado da Pastoral Juvenil da Diocese do Algarve.

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Foto © Samuel Mendonça

Em Quelfes, o bispo do Algarve pediu o apoio dos paroquianos para o novo prior. “Vamos estar com ele, acompanhá-lo, apoiá-lo e disponibilizar-nos para aquilo que precisar”, exortou. O padre Rui Guerreiro, de 41 anos, agradeceu a presença e o acolhimento.

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Foto © Samuel Mendonça

Em Loulé, D. Manuel Quintas lembrou que o serviço prestado à diocese pelo padre Carlos de Aquino “de tantas maneiras e de tantos modos”. “É um padre com experiência e muita ação pastoral e vem para aqui de coração aberto para trabalhar com o senhor padre Varela e com todos”, afirmou. O novo pároco lembrou os seus antecessores e o padre Henrique Varela. “Sinto-me amado, fortalecido, cuidado e amparado e agora cabe-me pedir-vos, que neste ano tão providencial que vamos iniciar, me olheis com misericórdia e olheis os vossos padres pastores com misericórdia. Que nos tratemos bem uns dos outros como irmãos”, pediu o sacerdote de 46 anos.

Nas três celebrações D. Manuel Quintas teve palavras de “reconhecimento e gratidão” para com os anteriores párocos e apelou à oração pelos padres algarvios que apesar de idosos continuam com “uma grande generosidade e um grande espírito de serviço”. Representantes dos paroquianos também agradeceram o trabalho dos anteriores priores e deram as boas-vindas aos novos párocos.

As eucaristias tiveram início com a leitura das provisões de nomeação, com a profissão de fé e com o juramento de fidelidade dos novos párocos ao colégio presbiteral, ao bispo, ao papa e a toda a Igreja, seguindo-se a assinatura dos autos de posse, a entrega simbólica das chaves das respetivas igrejas e a leitura daqueles documentos. Depois da homilia, os novos párocos realizaram a renovação das promessas sacerdotais e as eucaristias tiveram continuidade com uma parte mais simbólica composta por visita aos batistérios, sacrários e confessionários, tendo os novos priores sido também convidados a sentarem-se nas cadeiras da presidência.

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