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Após a leitura da provisão da nomeação do novo pároco, da sua profissão de fé e juramento de fidelidade a Cristo e à Igreja, da entrega simbólica das chaves das igrejas e da assinatura dos autos das tomadas de posse, o vigário geral da Diocese do Algarve reconheceu nas homilias que “não é fácil mudar” mas deixou claro que “a mudança é sempre salutar”. “Mudar faz-nos crescer e evoluir para servir mais e melhor a Deus e aos irmãos”, afirmou o padre Firmino Ferro, advertindo que um pároco, se estiver muitos anos na mesma terra, pode “estagnar e parar”.

Com base na provisão de nomeação, o vigário geral lembrou nas homilias que o sacerdote toma posse numa paróquia para ser “imagem do Senhor no serviço aos irmãos”. “Que o pároco se preocupe em anunciar a palavra de Deus a todos os fiéis, sem distinção, sendo diligente em garantir a todos uma adequada formação catequética, não descurando a evangelização daqueles que ainda não conhecem Cristo. Que centralize toda a sua vida na celebração eucarística: o centro da nossa vida e da comunidade cristã. Que esteja atento às famílias, escolas, adolescentes e jovens, de modo especial aos mais pobres, desprotegidos e doentes, para ser para todos sinal do amor de Cristo no mundo. Que considere os bens materiais, adquiridos no exercício do ministério, ligados ao múnus sagrado que desempenha”, recordou o padre Firmino Ferro.

O sacerdote reforçou igualmente o pedido do bispo do Algarve em ordem à comunhão mútua entre paroquianos e o novo pároco. “Aos paroquianos pede-se que estejam em comunhão com o pastor, o auxiliem no bom desempenho da sua missão pastoral. Que concorram com os bens necessários à sua sustentação de modo que possa dedicar-se com maior liberdade de espírito ao serviço evangélico da comunidade cristã”, salientou, lembrando que o padre não está sozinho. “Tem um grupo próximo, ao qual se pode chamar conselho paroquial ou equipa motora que deve ser o coração da paróquia”, acrescentou, advertindo que “todos fazem parte do mesmo corpo”.

O vigário geral, que destacou a presença dos demais sacerdotes que quiseram estar nas tomadas de posse “em sinal de comunhão e unidade”, assegurou ainda a “maturidade suficiente” para o exercício daquela missão.

O padre Rui Guerreiro, de 37 anos, que se licenciou em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma nos últimos três anos e que também foi nomeado responsável pelo Setor do Apostolado do Mar da Diocese do Algarve, manifestou a sua “alegria por esta nossa missão e a promessa do empenho em servir sempre” as duas comunidades. “Sou instrumento de Deus junto desta comunidade, logo é necessário que eu esteja sempre disponível e humilde para acolher o seu espírito e a sua graça e assim realizar a vontade de Deus”, disse o novo pároco, natural de Almancil, primeiro em Moncarapacho e, depois, na Fuseta.

O padre Alberto Teixeira, de 68 anos, que manifestou o seu “louvor e ação de graças a Deus” pela caminhada feita ao longo destes anos e por tudo quanto lhe concedeu, era pároco da Fuseta há 20 anos e de Moncarapacho há 18 anos. O sacerdote toma posse no próximo domingo, dia 4 de setembro, pelas 15h, em Cachopo e, pelas 16.30h em Martim Longo.

Samuel Mendonça
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