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Participantes algarvios na JMJ do Panamá iniciam encontros mensais de testemunho

Os algarvios que participaram o mês passado na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá com o papa Francisco vão iniciar hoje, precisamente no dia em que passa um mês sobre o encerramento do evento, um conjunto de encontros pelas paróquias do Algarve que pretendem partilhar aquilo puderam viver.

Os encontros irão realizar-se mensalmente, sempre no dia 27 de cada mês pelas 21h, e iniciam-se hoje na paróquia de Vila Real de Santo António, concretamente na igreja matriz.

Recorde-se que a Diocese do Algarve foi representada no encontro mundial de jovens com o papa pelos padres Nelson Rodrigues, assistente do Setor Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), Tiago Veríssimo, membro da equipa do SDPJ e pároco de Monchique, e Adelino Ferreira, pároco de Vila Real de Santo António, e por mais 25 jovens, incluindo um casal, oriundos das paróquias de Silves (9), Paderne (4), Quarteira (3), São Pedro de Faro (2), Ferreiras (3), Portimão (1), Tavira (1), Loulé (1) e Olhão (1).

Logo na cerimónia de acolhimento na JMJ 2019 que teve lugar no Campo Santa Maria la Antígua, o papa convidou os jovens a serem “construtores de pontes” e não de “muros”. Também na vigília de oração, na véspera da eucaristia de encerramento, Francisco pediu-lhes que sejam ‘influencers’ de Deus, com a sua fé, a exemplo da Virgem Maria e na celebração final afirmou que os jovens são o “agora” da Igreja e devem assumir o papel de liderança, desafiando-os a “tomar a palavra” nas comunidades, nas cidades, junto dos mais velhos: “Não amanhã, mas agora”.

Também o bispo do Algarve, na eucaristia de bênção e envio dos algarvios àquele encontro, tinha-lhes deixando um desafio. “Gostava muito que no regresso, cada um de vós, combinando com os vossos párocos, desseis um testemunho à vossa paróquia porque, certamente, vos sentis enviados não apenas da Diocese, através do bispo, mas também através do vosso pároco e das vossas paróquias. E sei que faz muito bem às comunidades escutar a vossa experiência, o vosso testemunho”, afirmou D. Manuel Quintas.

Para além desse testemunho, que todos deram nas suas paróquias de origem nas eucaristias logo após a JMJ, os jovens irão agora partilhar com mais detalhe aquilo que foi a sua vivência daquele encontro mundial.

Num testemunho enviado ao Folha do Domingo, os participantes algarvios reconhecem que cresceram na fé, não só através das catequeses sobre vários temas em que participaram, mas também das palavras do papa. Os algarvios, que dizem também ter sentido “uma grande proximidade de Jesus” e ter ganho uma consciência mais forte da diversidade da Igreja e de que constituem a sua juventude, são unanimes em destacar a importância de assumirem o testemunho que são chamados a dar na Igreja e fora dela, transmitindo a mesma fé e levando Cristo aos outros “não só através de palavras, mas de ações porque são elas que marcam a diferença”.

De entre os momentos mais marcantes da JMJ, os algarvios destacam a vigília de oração com adoração ao Santíssimo Sacramento e missa de encerramento realizadas no Campo São João Paulo II, tendo ficado em lugar privilegiado mesmo junto ao palco.

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